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“Aldeias Contemporâneas: geoperceção” é o tema da Tertúlia sobre Cultura

Rádio Alto Minho

04 Março 2019, 12:39

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Hugo Soares, Iva Viana, João Gigante, Joana Carvalho, Lia Gonçalves e Rita GT são os seis artistas que trabalham em Viana do Castelo convidados para a segunda tertúlia de 2019, marcada para dia 13, com o tema "Aldeias Contemporâneas: geoperceção".

A Tertúlia sobre Cultura vai decorrer a partir das 21:15, no salão nobre do Sport Clube Vianense, com moderação de Ilda Figueiredo.

Hugo Soares, artista plástico, que trabalha com questões como a passagem no Rio Lima, realizada no passado pelo seu bisavô materno. Este trabalho, com um intuito contemporâneo, desenvolve-se através da memória da passagem, atividade que marcou várias décadas a relação da comunidade com o Rio Lima. A memória e a sua ativação como elo de ligação entre o passado familiar e a sua construção plástica: criação do presente como memória futura.

Iva Viana, artista plástica-escultora, trabalha com o gesso, elemento fundamental para a percepção da história do estuque no concelho de Viana do Castelo. Sendo utilizado no seu trabalho um processo secular, a sua obra marca uma linguagem contemporânea que se espalha progressivamente pelo país e fora de Portugal, chegando a novos e diferentes públicos.

João Gigante, artista plástico/fotógrafo, desenvolve trabalho em torno de questões como a memória e a etnografia. No seu trabalho é relevante a importância da sua localização geográfica como matriz de pensamento como processo documental. Dos seus projetos, destaca-se também o projeto PHOLE, onde a utilização de um instrumento tradicional se transforma numa nova dinâmica de exploração e transformação desta sonoridade.

Joana Carvalho, arquiteta e diretora do DINAMO10, tem como percurso uma ligação e relação entre artes e artistas.

O seu projeto tem como fundamento a ramificação de perspetivas, a relação entre iniciativas e pessoas, apresentando em exposições, conferências, residências e outros momentos de partilha um conjunto de posturas no que remete à ação criativa e ao seu pensamento.

Lia Gonçalves, joalheira, trabalha os materiais preciosos, numa linha que se revela a cada proposta. Em Viana do Castelo, a filigrana é um destaque claro naquilo que era o adorno do traje tradicional, ainda hoje destacado. O seu trabalho, pegando em técnicas também seculares, ultrapassa barreiras temporais e desmonta a relação entre o passado e o presente. A joalharia como forma contemporânea de pensar o corpo e a estética imersiva do seu trabalho.

Rita GT, artista plástica, é uma artista sem fronteiras, sem um ponto claro de abordagem geográfica, revela na sua postura como mulher um pensamento real sobre as condições do mundo atual, numa viagem constante entre um Portugal enraizado e um continente africano, que envolve o seu olhar pelas vias da comunicação plástica. A forma como reconstrução do pensamento.

 

Foto: Facebook Iva Viana

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