Dois projetos de jovens do Alto Minho entre os 7 mais votados Orçamento Participativo Jovem
01 Abril 2019, 19:51
A criação de uma rede de desporto para inclusão de jovens com necessidades especiais e ações de reflorestação do Minho são dois projetos de jovens do distrito de Viana do Castelo que integram a lista dos sete vencedores do Orçamento Participativo Jovem Portugal (OPJP) 2018. O anúncio foi feito hoje, em Viana do Castelo, pelo ministro da Educação, Desporto e Juventude.
Tiago Brandão Rodrigues falava durante a cerimónia de inauguração o projeto Minhotacleta, um dos vencedores da edição 2017. O projeto de Marta Silva e Joana Amorim prevê a partilha gratuita de dez bicicletas para ligar Viana do Castelo e Caminha. Os equipamentos estarão disponíveis em parques e infraestruturas de apoio ao turismo, podendo cada cidadão levantar as bicicletas num ponto e entregá-las noutro diferente mediante a apresentação de um cartão ou código.
Na ocasião, o ministro salientou o “espírito empreendedor” dos jovens do distrito de Viana do Castelo que na edição 2018 voltou a ser distinguido.
O jovem de 18 anos, Geraldo Pinto é o autor do projeto Desporto Inclusivo que prevê a criação de uma rede de desporto para inclusão de jovens com necessidades especiais dos concelhos de Valença, Paredes de Coura e Monção.
O projeto de inclusão social “consiste em colocar ao alcance de todas as crianças a prática do Judo assim como outras áreas marciais, em iniciativas especiais a crianças e adolescentes com dificuldade financeira e/ou psico-motoras, constituindo-se como uma oportunidade de igualdade, integração e relacionamento social, recebendo apoio psicológico, educativo, social e escolar.
Já Miguel Alegria (coautores: Mário Fernandes e Fabrícia Silva), 21 anos apresentaram o projeto (Re) Florescer o Minho | Sustentabilidade Ambiental. O objetivo é “reflorestar as áreas atingidas pelos incêndios no Minho (distrito de Viana do Castelo e Braga), em parceria com todos os municípios”.
Além da reflorestação, “serão utilizadas ações de consciencialização e informação acerca da importância da limpeza das florestas, conservação do meio ambiente e uso racional dos recursos naturais”.
A iniciativa “será promovida através da realização do Festival Foundation Fest, sendo este o ponto de encontro para a realização de atividades ligadas à consciencialização ecológica e angariação de verbas criando sinergias. entre todos”.
Entre os restantes projetos nacionais vencedores da edição 2018 do OPJP está o de Ana Sequeira, 25 anos, da Horta, Açores, intitulado “Teatro da Pessoa – Partilha e Intervenção Cultural | Inovação Cultural”.
O projeto prevê a criação de um espaço comum, acessível a todos, que possa servir tanto a pedagogia como a produção artística.
Um espaço com zonas distintas, uma minibiblioteca artística com predominância do género teatral que servirá de consulta para quem desejar, um espaço/galeria de lazer/convívio disponível para exposições. Uma loja social onde todos possam trocar/vender/comprar artigos em segunda mão e um estúdio de aulas/ensaios que sirva de igual modo de espaço de apresentação de espetáculos/eventos culturais.
O projeto Energia Azul (Energia Osmótica) | Sustentabilidade Ambiental foi apresentado por Miguel Ribeiro, 19 anos, de Caldas da Rainha, distrito de Leiria
A energia azul (ou energia osmótica) que pode criar I MW de eletricidade simplesmente com a diferença entre água salgada e água doce e uma membrana de I m2. Pretende-se desenvolver um protótipo desta tecnologia, em pequena escala, sendo possível, no futuro, executar em grande escala e mesmo aplicar em zonas com falta de energia e possivelmente a criação de água potável como resíduo.
Hérnâni Oliveira, 30 anos, Esposende, distrito de Braga é o autor do projeto que abrange Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo.
Âmago – Rede de Colaboração Intergeracional de Inovação para a Saúde | Diálogo Intergeracional é a designação do projeto que pretende criar condições para o estabelecimento de uma rede de colaboração intergeracional que promova o desenvolvimento e a disseminação de respostas inovadoras para a área da saúde. Esta proposta traduz-se na fomentação de parcerias entre escolas de ensino básico e secundário e organizações recreativas seniores, para o estabelecimento de laboratórios colaborativos que possam permitir a discussão de problemas existentes na área da prevenção e comunicação em saúde. Jovens e seniores são convidados a detetar necessidades, analisá-las, desconstruí-las e propor soluções para aumentar o conhecimento da população sobre a saúde. Serão utilizados formatos jornalísticos digitais por forma a disseminar as estratégias de atuação propostas.
Caminhando para a Inclusão é o projeto de Márcia Gomes, 28 anos, de Penafiel destinado aos concelhos do Porto, Esposende e Matosinhos.
A atividade física é um meio privilegiado de educação, valorização do lazer e integração social. A atividade física expressa-se em três dimensões: a competitiva, a recreativa e a terapêutica. O objetivo é trabalhar a dimensão recreativa e terapêutica. Na dimensão recreativa são propostas atividades de expressão corporal (dança e música). Na dimensão terapêutica propõe-se realizar um trabalho preventivo com sessões de fisioterapia e atividade física. Realização de ações de informação/sensibilização para pessoas com deficiência, familiares e cuidadores informais sobre a importância da atividade física e exemplos de treino funcional para realizarem no domicílio.
Ana Rita Moreira, 30 anos, de Águeda é a autora de um projeto inovador de desporto reinventado. Uma escola para um futuro saudável e amigo da comunidade. É um modelo inovador integrador das melhores metodologias pedagógicas e sociais que desenvolvam aptidões relacionadas com a criatividade, cidadania, cooperação, integração e exercício físico e mental.





















