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Politécnicos do país duplicam cada euro de investimento público

Rádio Alto Minho

04 Abril 2019, 10:07

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Um estudo realizado pelo Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP)concluiu que cada euro de investimento público nos politécnicos do país é transformado por estas instituições em pelo menos dois euros de atividade económica.

Entre os institutos analisados – Beja, Bragança, Castelo Branco, Cávado e Ave, Guarda, Leiria, Portalegre, Santarém, Setúbal, Tomar, Viana do Castelo e Viseu – o melhor resultado no retorno do investimento público pertence ao politécnico do Cávado e Ave, que multiplica por 5,61 cada euro investido.

No estudo ‘O impacto económico dos institutos superiores politécnicos em Portugal’, do  CCISP, que analisa os impactos diretos e indiretos da presença de 12 destes institutos nas regiões onde se inserem, é o politécnico de Beja que aparece com resultados mais baixos na multiplicação do investimento público que recebe, mas que ainda assim, quase consegue transformar cada euro investido em dois.

O politécnico de Bragança, é, entre os 12 analisados, aquele que mais pesa na criação de riqueza regional, representa 10% do Produto Interno Bruto (PIB) local, a sua atividade económica gera perto de 65 milhões de euros anuais, é o 3.º maior empregador na região onde se insere, tendo criado 2.188 postos de trabalho, absorvendo 9% da população ativa.

A atividade económica gerada pelos 12 institutos analisados neste estudo varia entre os 17 milhões de euros do politécnico de Portalegre e os 129 milhões de euros do politécnico de Leiria, que têm, no entanto, pesos mais reduzidos no PIB das suas localidades – 3,68% e 4,16%, respetivamente.

Estão também entre os três principais empregadores das suas regiões, no caso do instituto de Leiria com mais de quatro mil empregos criados, que absorvem mais de 4% da população ativa da região.

O peso relativo dos politécnicos para os PIB regionais tende a ser mais expressivo nas regiões do interior: os politécnicos de Setúbal e de Viana do Castelo apresentam as percentagens de peso no PIB mais baixas, em ambos os casos inferiores a 2%.

Na maioria dos casos cada instituição foi responsável pela criação de pelo menos um milhar de postos de trabalho.

O CCISP tem em preparação outro estudo, que vai também medir o impacto da transferência do conhecimento produzido por estas instituições para a sociedade, que Pedro Dominguinhos considera ser uma questão “crucial, bem como o valor económico dos diplomados”.

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