Entre os institutos analisados – Beja, Bragança, Castelo Branco, Cávado e Ave, Guarda, Leiria, Portalegre, Santarém, Setúbal, Tomar, Viana do Castelo e Viseu – o melhor resultado no retorno do investimento público pertence ao politécnico do Cávado e Ave, que multiplica por 5,61 cada euro investido.
No estudo ‘O impacto económico dos institutos superiores politécnicos em Portugal’, do CCISP, que analisa os impactos diretos e indiretos da presença de 12 destes institutos nas regiões onde se inserem, é o politécnico de Beja que aparece com resultados mais baixos na multiplicação do investimento público que recebe, mas que ainda assim, quase consegue transformar cada euro investido em dois.
O politécnico de Bragança, é, entre os 12 analisados, aquele que mais pesa na criação de riqueza regional, representa 10% do Produto Interno Bruto (PIB) local, a sua atividade económica gera perto de 65 milhões de euros anuais, é o 3.º maior empregador na região onde se insere, tendo criado 2.188 postos de trabalho, absorvendo 9% da população ativa.
A atividade económica gerada pelos 12 institutos analisados neste estudo varia entre os 17 milhões de euros do politécnico de Portalegre e os 129 milhões de euros do politécnico de Leiria, que têm, no entanto, pesos mais reduzidos no PIB das suas localidades – 3,68% e 4,16%, respetivamente.
Estão também entre os três principais empregadores das suas regiões, no caso do instituto de Leiria com mais de quatro mil empregos criados, que absorvem mais de 4% da população ativa da região.
O peso relativo dos politécnicos para os PIB regionais tende a ser mais expressivo nas regiões do interior: os politécnicos de Setúbal e de Viana do Castelo apresentam as percentagens de peso no PIB mais baixas, em ambos os casos inferiores a 2%.
Na maioria dos casos cada instituição foi responsável pela criação de pelo menos um milhar de postos de trabalho.
O CCISP tem em preparação outro estudo, que vai também medir o impacto da transferência do conhecimento produzido por estas instituições para a sociedade, que Pedro Dominguinhos considera ser uma questão “crucial, bem como o valor económico dos diplomados”.