Presidente da Câmara de Viana lamenta a demissão do secretário de Estado do Ambiente
04 Abril 2019, 17:12
O Presidente da Câmara de Viana do Castelo lamentou, hoje, a demissão do secretário de Estado do Ambiente Carlos Martins. Em comunicado, José Maria Costa manifestou o seu "apreço pessoal e institucional ao governante pelo trabalho e competência desenvolvido nos domínios do círculo urbano da água e nos resíduos nestes três últimos anos".
“Foi sempre um homem presente, disponível, atento as realidades autárquicas e que procurou construir soluções sempre em parceria com os municípios”, referiu José Maria Costa.
Para o autarca socialista, “Viana do Castelo e o Alto Minho devem a Carlos Martins muito da organização do complexo processo da constituição da nova empresa de abastecimento de águas e saneamento em baixa, Águas do Alto Minho, que contou sempre com a supervisão do Ministro do Ambiente e com o enquadramento das Águas de Portugal”.
“O secretário de Estado do Ambiente Carlos Martins também neste gesto de desprendimento mostra uma grande dignidade pessoal e institucional e desapego ao poder que deveria constituir exemplo a seguir na vida política”, destacou José Maria Costa.
Carlos Martins pediu hoje a demissão, que foi aceite pelo primeiro-ministro, saindo do do Governo depois de ter sido noticiado, na quarta-feira, que nomeou o primo Armindo Alves para adjunto do seu gabinete.
Armindo Alves, que é primo do secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, pediu a exoneração de funções logo que se soube da notícia, numa altura em que a oposição questiona as relações familiares entre membros do executivo.
Além das ligações diretas familiares no executivo já há muito conhecidas – Ana Paula Vitorino e Eduardo Cabrita, que são casados, e de José e Mariana Vieira da Silva, pai e filha – têm vindo a ser noticiados vários casos de nomeações de familiares de ministros e secretários de Estado do Governo para gabinetes de governantes e altos cargos públicos.
O caso mereceu também já comentários quer do atual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, quer do anterior, Cavaco Silva.





















