ULSAM promove Dia da Insuficiência Cardíaca para alertar para o aumento da doença
09 Maio 2019, 14:56
A Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) vai promover, esta sexta-feira, o Dia da Insuficiência Cardíaca, doença que afeta cerca de meio milhão de portugueses e que está a aumentar, sendo responsável por duas a três vezes mais mortes do que o cancro da mama e do cólon.
Os dados são da Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC) que alerta para o aumento dos casos de insuficiência cardíaca, sobretudo por causa do envelhecimento da população.
A estimativa da SPC é que se perdem 32 vidas por dia por morte súbita cardíaca em Portugal. Das 12.000 vítimas de paragem cardíaca, apenas 360 sobrevive. É como se todos os meses caíssem quatro aviões com cerca de 236 vítimas mortais cada.
Para sensibilizar a população do Alto Minho para esta realidade, o Grupo Multidisciplinar da Insuficiência Cardíaca (GRUMIC) da ULSAM preparou para esta sexta-feira, um conjunto de atividades.
Em declarações à RAM, Ana Nascimento, internista e coordenadora do GRUMIC, sublinha a necessidade de combater a falta de conhecimento dos sintomas da doença, como por exemplo falta de ar, o cansaço ou inchaço nas pernas, e dos fatores de risco, desde a hipertensão ao excesso de peso, são os objetivos centrais do Dia da Insuficiência Cardíaca.
Também a diretora do Departamento de Medicina da ULSAM, Carmélia Rodrigues, sublinhou que além de ser importante alertar as pessoas para os sintomas é fundamental fazer o diagnóstico, e sensibilizar a população para a adoção de estilos e vida saudáveis.
Uma sessão de esclarecimento sobre a doença, com a participação de médicos, enfermeiros e nutricionistas da ULSAM, um ‘showcooking’, realizado por alunos da Escola de Hotelaria de Viana do Castelo, e uma aula de exercício clínico por um professor do ginásio Axis, são algumas das ações que vão decorrer no hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo.
De acordo com a SPC, no caso da insuficiência cardíaca, o número de mortes pode aumentar em 73% em 2036 e a carga da doença, que engloba os anos de vida perdidos por morte e incapacidade, vai crescer 28% relativamente a 2014.





















