Em declarações aos jornalistas junto ao posto de comando instalado nas imediações da fábrica, o comandante operacional distrital (CODIS) de Viana do Castelo, Marco Domingues adiantou que “os trabalhos de consolidação vão prolongar-se por alguns dias devido à carga [combustível] acumulada no interior” do espaço.
O responsável da Proteção Civil distrital referiu que deste incêndio resultou um ferido ligeiro, um bombeiro que sofreu uma entorse e foi transportado para o Hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo.

“Podemos garantir que não há risco de propagação às indústrias contíguas”, declarou Marco Domingues, acrescentando que o fogo, cujas causas não são ainda conhecidas, “destruiu completamente a fábrica que se encontrava encerrada e sem ninguém no seu interior quando as chamas deflagraram”.
Segundo Marco Rodrigues, “a primeira intervenção foi determinante para a não propagação do incêndio aos edifícios adjacentes”.
Marco Domingues especificou que o material “altamente combustível existente no interior da fábrica foi a principal dificuldade com que se defrontaram os bombeiros, que à chegada se depararam com o edifício tomado totalmente pelas chamas”.

No encontro com os jornalistas, o comandante dos Bombeiros de Arcos de Valdevez, Filipe Guimarães, explicou que o alerta foi dado por um bombeiro da corporação que passava no Itinerário Complementar 28.
O comandante disse ainda que o trabalho de rescaldo “vai ser demorado, porque a fábrica tinha pilhas de madeira empilhada com cerca de cinco a seis metros de altura”.
A Proteção Civil acionou duas máquinas de arrasto para remoção daquele material e para as operações de rescaldo.
Ao local acorreram 14 corpos de bombeiros dos distritos de Viana do Castelo e Braga, num total de 130 operacionais apoiados por 39 veículos, além de INEM e GNR.
Fotos retiradas da página da Junta de Padreiro no Facebook