No total, o cortejo inclui 144 quadros, integra 30 carros alegóricos e mais de 3.000 figurantes, percorrendo 2.300 metros pelas principais artérias da capital do Alto Minho, demorando praticamente três horas.
Segundo a Comissão de Festas de Nossa Snehora d’Agonia, o cortejo “relembrará alguns dos momentos mais marcantes do monte de Santa Luzia, da edificação do templo do Sagrado Coração de Jesus, um ícone da arquitetura da cidade e de onde se avista uma das paisagens mais belas do mundo”.
Projetado pelo arquiteto Ventura Terra, o templo de Santa Luzia, cuja construção decorreu entre 1904 e 1959, é hoje um ex-líbris de Viana do Castelo.
Já componente histórica do cortejo incluirá ainda um “apontamento” sobre a vida do frade e beato português Bartolomeu dos Mártires, cuja canonização foi anunciada, em julho, pelo Papa Francisco.
Bartolomeu dos Mártires (nascido Bartolomeu Fernandes) nasceu em Lisboa em 03 de maio de 1514 e faleceu em Viana do Castelo em 16 de julho de 1590. O beato está sepultado no convento de São Domingos, que mandou construir em plena ribeira de Viana do Castelo.
A parte etnográfica do cortejo irá “evocar a memória das paradas agrícolas, revivendo as vivências do monte, campo, rio e mar, alicerces da essência das gentes alto-minhotas”, como “a apanha do sargaço, a pesca no rio Lima, os fiadeiros, as lides do campo, até às tradicionais pisadas e matanças do porco”.
Este ano, o desfile integrará a Charanga da GNR, um gigantone francês, Isidore Court’orelle, de Lezennes, no norte de França.