Homenagem a Francisco Sampaio marca 100 anos da Festa do Traje
17 Agosto 2019, 16:23
Uma homenagem a Francisco Sampaio vai marcar, no domingo, os 100 anos da festa do traje, uma "lição de história" sobre "as tradições ligadas ao traje à Vianesa". A Festa do Traje, nome que assumiu a partir de 1943, nasceu em em 1919, então com a designação de Certame Regional de Danças e Descantes Populares.
O programa do centenário da Festa do Traje uma homenagem a Francisco Sampaio, antigo presidente da Região de Turismo do Alto Minho, professor, etnógrafo e impulsionador das tradições, costumes e gastronomia da região.
Segundo Gil Viana, da Comissão Executiva das Festas da Agonia, existem “que registos indicam que o primeiro guião da Festa do Traje feito por Francisco Sampaio data de 1984 e o último de 2014. São três décadas a assumir por completo a Festa do Traje”.
Francisco Sampaio, que em junho completou 82 anos, foi presidente da comissão de festas d’Agonia durante vários anos e exerceu, entre outras funções, a de técnico superior do Centro de Saúde Mental de Viana do Castelo, professor do Instituto Politécnico de Viana do Castelo e presidente da Comissão Regional de Turismo do Alto-Minho, desde 1980 até se reformar, tendo sido ainda fundador da Confraria dos Gastrónomos do Minho.
É autor de dezenas de títulos sobre temas de caráter histórico, arqueológico, turístico, etnográfico e gastronómico, tendo sido também colaborador de várias publicações do Alto Minho.
Francisco Sampaio é apontado, ainda, como um dos maiores conhecedores das tradições da Romaria d’Agonia, tendo até redigido a Declaração de Interesse para o Turismo da Romaria d’Agonia, entretanto aprovada.
A Festa do Traje está marcada para as 22:00, no centro cultural de Viana do Castelo.
Gil Viana, explicou a Festa do Traje sofreu “alguns interregnos e teve diversas designações”, mas, a partir de 1943, passou a ser denominada como Festa do Traje e a integrar o programa da romaria.
A edição 2019 da Festa do Traje, dedicada à etnografia e ao folclore, vai “percorrer os 100 anos de história do evento, assente no bem trajar e ourar das gentes do concelho”.
“Vamos recordar, com pequenos apontamentos, os prémios que, no início, ofereciam às mulheres das aldeias para as convencer a participar. Ofereciam umas peças em ouro”, disse Gil Viana, adiantando que será ainda abordada a “componente distrital” que a festa assumiu, apresentando um traje de Castro Laboreiro, no concelho de Melgaço, e da Serra do Soajo, que abrande os concelhos de Arcos de Valdevez, Melgaço e Monção.
Em 1919, o jornal local Aurora do Lima dava conta da participação naquele número “de gentes das freguesias de Areosa, Santa Marta e Ponte de Lima”, embora, “de acordo com Abel Viana, um dos impulsionadores do evento, também entraram grupos de gentes das freguesias da Meadela, Perre e Carreço”.




















