Deputados do BE questionam Governo sobre redução de apoio em neurologia no hospital de Viana
02 Fevereiro 2016, 8:51
Os deputados Moisés Ferreira e Mariana Mortágua do Bloco de Esquerda (BE) acabam de questionar o Ministério da Saúde sobre a redução do apoio em neurologia no hospital de Viana do Castelo durante todo o fim de semana.
Sustentam que “há redução do horário e dos dias do apoio de neurologia”, introduzida a 01 de janeiro, quando aquela especialidade “passou a ser feita apenas das 08:00 às 12:00 (até às 14h00 para a Via Verde AVC) e apenas de segunda a sexta-feira”.
“Além da redução o apoio também ficou limitado, uma vez que os médicos neurologistas se limitam a dar pareceres, não assumindo os doentes, não pedindo exames, nem dando alta hospitalar”, frisam os deputados no requerimento datado de 25 de janeiro.
Já a administração da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), responsável pela gestão daquela unidade afirmou em comunicado que a especialidade “está garantida através das vias de referenciação, sempre que haja necessidade do ponto de vista médico”.
“Está assegurada a assistência aos doentes”, sublinhou a administração da ULSAM.
No requerimento Moisés Ferreira e Mariana Mortágua acrescentam que com aquela redução o serviço de urgência do hospital “está sem apoio da neurologia entre as 14:00 de sexta-feira e as 08:00 de segunda-feira”.
“No caso de dar entrada um doente que necessite de observação neurológica, tem que ser enviado para Braga ou terá, em alternativa, que aguardar em Viana do Castelo durante todo o fim de semana”, defendem.
Adiantam que, “no limite o paciente é enviado de Viana do Castelo para Braga para uma primeira observação e diagnóstico, sendo que se for necessário o internamento do doente, ele é novamente transportado de Braga para Viana do Castelo onde, no entanto, não pode ser internado a cargo da neurologia, mas sim a cargo da medicina interna”.
A administração da ULSAM diz que o serviço de urgência do hospital de Santa Luzia “não contempla a especialidade de neurologia como valência médica obrigatória” dada a sua classificação como serviço de urgência médico-cirúrgico definida pelo despacho 10319/2014.
Mesmo assim, diz a ULSAM “as direções clínica, do serviço de urgência e de Neurologia definiram, de acordo com as necessidades e de acordo com os recursos existentes, um período fixo de apoio evitando que esse apoio nessa especialidade seja irregular como acontecia”.





















