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Triplo homicida de Vila Fria está a ser julgado no Porto por tráfico de droga na prisão

Rádio Alto Minho

19 Setembro 2019, 10:49

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Rui Mesquita Amorim, que em 1995 protagonizou o massacre de Vila Fria, matando à facada um tio, uma tia e um primo, e que em abril de 2002 consumou três crimes de rapto simples e um de extorsão agravada, em Santa Marta de Portuzelo, está agora a ser julgado, no Porto, por traficar droga na cadeia. Rui Mesquita Amorim utilizava as saídas precárias para comprar droga que depois vendia aos reclusos do estabelecimento prisional de Coimbra. O processo envolve ainda outro recluso e duas mulheres.

Rui Mesquita Amorim é  natural de Santa Marta de Portuzelo, em Viana do Castelo, tem 48 anos, foi paraquedista e trabalhou depois como segurança na noite.

Em agosto de 1995, com apenas 24 anos, Rui Mesquita Amorim protagonizou o massacre de Vila Fria, Viana do Castelo, matando à facada um tio, uma tia e um primo, e que em abril de 2002 consumou três crimes de rapto simples e um de extorsão agravada, em Portuzelo.

No dia de Natal de 2001 evadiu-se, junto ao hospital de Vila Franca de Xira, no distrito de Lisboa, de uma carrinha celular do Estabelecimento Prisional de Vale de Judeus, onde cumpria uma pena de 20 anos de cadeia.

Condenado a duas penas de 32 anos e meio no total, aproveitava as saídas precárias para comprar droga a Trico, líder do gangue de Valbom, desaparecido há mais de um ano.

Em 2017, já na cadeia de Coimbra, passou a beneficiar de saídas precárias e, segundo o processo agora em julgamento no Juízo Central Criminal do Porto, aproveitava essas saídas para comprar droga destinada a tráfico no interior no estabelecimento prisional.

O esquema foi montado, segundo o Ministério Público, com o auxílio das duas mulheres: uma amiga que visitava regularmente o triplo homicida e a mulher do outro recluso, condenado por roubo.

Na primeira audiência de julgamento, esta segunda-feira, Rui Mesquita Amorim e outro recluso arguido optaram pelo silêncio, sem descartar a hipótese de vir a falar.

Já as mulheres acusadas no processo prestaram declarações para confirmar, parcialmente, as imputações do Ministério Público que atribui a ambas o papel de “correio” para o interior da cadeia e a uma delas a cedência da sua conta bancária para facilitar e dissimular os pagamentos das drogas pelos consumidores, acrescentaram as fontes.

Enquanto os dois homens arguidos cumprem penas por outros crimes, as duas mulheres estão em prisão preventiva à ordem deste processo, no qual estão em causa tráfico de estupefacientes agravado e branqueamento de capitais.

Rui Mesquita Amorim compraria a droga a um antigo colega de reclusão entretanto libertado e cujo paradeiro é agora desconhecido da Polícia Judiciária (PJ). Trata-se de Fernando Borges, um membro do chamado “Gangue de Valbom”, grupo de Gondomar que em 2006 e 2007 assaltou dezenas de ourivesarias e farmácias.

Na próxima sessão do julgamento, agendada para segunda-feira, devem ser ouvidas testemunhas arroladas pelo Ministério Público, nomeadamente inspetores da Polícia Judiciária.

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