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Viana, Caminha, Ponte de Lima e Cerveira preparam-se para definir limites da Área Protegida na Serra d’Arga

Rádio Alto Minho

24 Outubro 2019, 14:26

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As Câmaras de Caminha, Vila Nova de Cerveira, Viana do Castelo e Ponte de Lima vão reunir-se nas próximas semanas para definir os limites da Área de Paisagem Protegida de Interesse Municipal que pretendem criar na Serra d'Arga.

O coordenador do projeto “Da Serra d’Arga à Foz do Âncora”, que envolve os quatro municípios, Guilherme Lagido, adiantou que, “na primeira reunião formal das quatro autarquias, que decorrerá ainda este mês ou no início de outubro, além da delimitação da área a proteger será apreciado o regulamento que a regerá”.

“Será a primeira reunião formal de um processo que ainda vai demorar algum tempo. Os dois documentos finais, um relativo à delimitação da área e, o outro, ao regulamento, terão ainda de ser submetidos à apreciação das respetivas câmaras e assembleias municipais”, especificou Guilherme Lagido.

O responsável, que é também vice-presidente da Câmara de Caminha, explicou que a criação daquela área protegida resulta de um estudo realizado, entre 2017 e 2019, pelas empresas Território XXI, Floradata, Wenature, Miew Creative Studio, no âmbito de uma candidatura de Caminha, Viana do Castelo e Ponte de Lima a fundos do Norte 2020, no valor de 350 mil euros.

“A constituição da área protegida não é uma consequência da exploração de lítio em Portugal, mas antes o resultado da necessidade que os municípios sentiam de preservar e valorizar aquele território. Obviamente que preservar passa por não permitir que se estrague, nomeadamente, pela extração de lítio”, frisou.

O antigo diretor do Parque Nacional da Peneda Gerês (PNPG), informou que, inicialmente, o concelho de Vila Nova de Cerveira, concretamente a freguesia de Covas com área integrada na Serra d’Arga, não estava incluída no projeto, integração que, entretanto, formalizou.

“Sei que o município de Vila Nova de Cerveira já avançou com os estudos para integrar a criação da área protegida”, especificou, sublinhando que será um processo que terá um acompanhamento, bem de perto, do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

Segundo Guilherme Lagido, “há vários anos que os municípios tinham intenção em classificar a Serra d’Arga, intenção que ganhou agora forma e acuidade com as conclusões do estudo realizado naquela zona”.

“Até agora não havia uma consciência concreta do património que lá existia. Este levantamento veio dar uma verdadeira noção do valor que ali está encerrado”, destacou.

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