Presente na abertura da conferência promovida pela GNR no âmbito das comemorações dos 100 anos daquela força policial, o vereador da Câmara de Viana do Castelo, Luís Nobre, adiantou que, este ano, no concelho foram registados “12 mil pedidos para queimas e queimadas”.
“É importante a realização deste tipo de iniciativas que abordam questões relevantes, nomeadamente, as inquietações não só em combate, mas na prevenção”, referiu o vereador.
Para Luís Nobre, o número de solicitações é “muito grande” e “preocupante”, mas assegura que a avaliação é feita com “todo o cuidado, enquadramento e rigor” em conjunto com as entidades máximas que trabalham para que se cumpram as normas necessárias à segurança.
Já o juiz presidente do Círculo Judicial de Viana do Castelo, Júlio Pinto, lamentou os vários casos judiciais de incêndios que chegam ao tribunal .
“Queremos que o número de casos que chegam ao tribunal sobre estes assuntos diminuam, porque já temos muito que fazer”, disse entre risos, frisando a importância de “acabar com este hábito da população mais velha”.
“Gostava de ver, em maior número, a representação das Câmaras Municipais neste tipo de eventos, principalmente, das zonas savanas, porque são eles que lidam directamente com as pessoas. Nós temos uma população cada vez mais envelhecida e, nessas zonas, não se vêm jovens e crianças”, realçou.
Júlio Pinto disse ainda que as pessoas mais idosas têm “hábitos centenares” de fazer fogos e, essas sim, são “importantes” de sensibilizar e educar. “Acredito que este evento vai passar para os municípios de forma a que eles mesmo sensibilizem a sua população”, afirmou, acrescentando que o tribunal tem “constatado que, apesar da grande parte dos incêndios terem origem em pessoas com dificuldades a vários níveis, são provocados por pessoas já idosas que controlam mal as coisas, acabando por, algumas delas, apanhadas pelos fogos”.