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Movimento SOS Serra d’Arga satisfeito com rejeição de Câmara de Caminha à prospeção de lítio

Rádio Alto Minho

04 Fevereiro 2020, 14:43

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O porta-voz do movimento cívico SOS Serra d'Arga, Carlos Seixas, manifestou-se hoje satisfeito com o resultado da reunião com a Câmara de Caminha que reafirmou a sua oposição à prospeção de lítio naquela área.

“Estamos alinhados, como nós esperávamos, na maior parte das matérias. Queríamos saber se a Câmara de Caminha (PS) reafirmava a sua posição sobre o assunto. Tanto o presidente, Miguel Alves, como o vice-presidente, Guilherme Lagido, disseram que estão obviamente contra tudo o que possa afetar, direta ou indiretamente, zonas protegidas”, afirmou Carlos Seixas.

Carlos Seixas disse que também a Câmara de Ponte de Lima, que recebeu o movimento na semana passada, reafirmou ao movimento “a oposição a todos os projetos de prospeção e exploração de lítio”.

“A mensagem política é o que nos interessa e nas duas autarquias com quem reunimos ficou claro que o desenvolvimento local não se faz desta forma”, sublinhou Carlos Seixas.

O responsável adiantou que o movimento cívico vai ser recebido na quinta-feira pelas Câmaras de Vila Nova de Cerveira (14:30) e Paredes de Coura (17:00). O pedido de audiência com o presidente da Câmara de Viana do Castelo “ainda não obteve resposta”.

O presidente da Câmara de Caminha, Miguel Alves, disse que “toda a ação de prospeção e mineração que possa atingir, direta ou indiretamente, Sítios de Importância Comunitária e Rede Natura – Serra d’Arga, praias do Litoral Norte, vale do Âncora, vale do Coura e estuário do Minho merece e merecerá a firme oposição do município”.

“Relativamente à restante área do concelho de Caminha, estamos a trabalhar com os municípios de Ponte de Lima, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira no sentido de alargar as fronteiras de proteção do maciço da Serra d’Arga constituindo uma Área Protegida de Interesse Regional”, adiantou.

Miguel Alves referiu que, “além da valia estratégica do projeto que consolida a proteção da biodiversidade e a aposta do município no seu património natural, essa proteção permitirá proteger, num futuro próximo, os territórios do sopé da Serra d’Arga de eventuais ações de mineração”.

Para os “territórios não classificados”, adiantou, “o município de Caminha exige a realização de todos os estudos ambientais considerados necessários e pareceres de diferentes instituições como seja a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), o Instituto de Conservação da Natureza e Floresta (ICNF), a Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN)e a Unidade de Saúde Local do Alto Minho (ULSAM), entre outras”.

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