Tribunal condena a 22 anos de prisão “psicopata” que matou namorada e escondeu o corpo em Ponte Lima
19 Fevereiro 2016, 15:58
Um tribunal de júri da comarca em Viana do Castelo aplicou hoje, em cúmulo jurídico, uma pena de 22 anos de prisão, a um homem que matou a namorada e escondeu o corpo em Ponte de Lima.
O homem de 59 anos, fiscal de obras, desempregado, natural de Alijó, Vila Real, foi condenado a 21 anos pelo crime de homicídio qualificado, e a um ano e oito meses pelo crime de profanação de cadáver, sendo que em cúmulo jurídico terá que cumprir uma pena única de 22 anos.
Por não terem sido dados como provados foi absolvido de um crime de furto qualificado e detenção de arma proibida.
No final da leitura do acórdão, a juíza que presidiu ao coletivo deixou “uma recomendação, um conselho ou que o senhor quiser: Aproveite este tempo para olhar para dentro de si e encontre-se”.
Foi detido em março de 2015 e desde então a aguardar julgamento em prisão preventiva, matou a namorada, entre 27 e 28 de agosto de 2012.
Desferiu-lhe, com um “objeto contundente”, um golpe na coluna vertebral, provocando-lhe de forma “direta e necessária” a morte, segundo a acusação.
“Depois de se assegurar que estava morta e com o fito de não ser responsabilizado, escondeu o cadáver numa mata arbustiva situada no lugar de Paredes, freguesia de São Pedro de Arcos, no concelho de Ponte de Lima, local ermo e descampado, onde só casualmente viria a ser encontrado, a 04 de novembro de 2012”, refere o MP.
Na altura dos factos o arguido e a namorada tinham residência em Torres Novas e teriam vindo passar uns dias ao Alto Minho, tendo ficado hospedados numa residencial em Ponte de Lima, concelho onde viria a ser encontrado o corpo da mulher, na altura com 32 anos de idade.
Quando foi detido, em março 2015, o homem encontrava-se em liberdade condicional à ordem de outro processo onde foi condenado a pena de prisão por tentativa de homicídio de uma filha de uma anterior companheira.





















