Vianenses são “exemplo” nacional na reciclagem de resíduos
02 Março 2020, 9:18
O diretor da Resulima, Rui Silva, destacou os resultados "exemplares" do concelho de Viana do Castelo, na reciclagem de resíduos. Segundo os dados daquele responsável, "em 2000, cada vianense reciclava 14 quilogramas de resíduos por ano e, em 2019, 69 quilogramas por ano", sendo que "a média nacional é de 45 quilogramas por ano".

Os números foram apresentados na sessão ordinária da Assembleia Municipal da capital do Alto Minho, realizada sexta-feira à noite. Por proposta da comissão permanente daquele órgão autárquico, foi apresentado o projeto da nova Unidade de Valorização de Resíduos Sólidos (UVRS), em construção na freguesia de Paradela, no concelho de Barcelos, e avaliado o desempenho do atual aterro que funciona desde 1999, na freguesia de Vila Fria, em Viana do Castelo, e já deveria ter encerrado há uma década.
A sessão contou ainda com a participação do presidente da Empresa Geral de Fomento (EGF) que anunciou que a Resulima irá investir, este ano, 30 milhões de euros.
Luís Miguel Lisboa explicou que aquele montante está a ser investido na nova Unidade de Valorização de Resíduos Sólidos (UVRS), em construção na freguesia de Paradela, e garantiu que a Resulima “está a preparar-se para o novo modelo de gestão de resíduos com o objetivo de atingir as ambiciosas metas ambientais definidas para 2030.
“Mais do que um aterro, a freguesia de Paradela, em Barcelos, vai passar a ter uma grande unidade de receção e valorização de resíduos. Aquela unidade vai ter uma central automatizada de triagem de plástico e papel e uma grande unidade de tratamento biológico de todos os resíduos orgânicos, produzidos na área geográfica da Resulima”, referiu Luís Miguel Lisboa.
O responsável da EGF adiantou que o “novo paradigma” da gestão de recursos “não passa só pela reciclagem”, mas por “uma cultura de prevenção da produção de resíduos e pela sua reutilização”.
“Mais de 50% dos resíduos depositados no aterro são orgânicos, todos os resíduos que produzimos na nossa casa. Se forem separados na origem, têm potencial de reutilização de 100%”, alertou.
A sociedade Resulima, tem como acionistas as câmaras de Barcelos e Esposende, no distrito de Braga, e os municípios de Viana do Castelo, Ponte de Lima, Ponte da Barca e Arcos de Valdevez, no Alto Minho.
Os sete municípios detêm 49% do capital e a Empresa Geral do Fomento (51%).




















