Segundo o texto da petição, que foi criada na última quinta-feira, o movimento “de pessoas residentes nos municípios que aderiram à exploração e gestão do sistema de águas pela empresa Águas do Alto Minho (AdAM) tem como objetivo pedir a revogação do contrato, passando de novo para as autarquias e com isso regressando aos valores faturados antes desta concessão”.
“Contesta-se o aumento exponencial dos valores faturados, nomeadamente no que se refere às taxas fixas, periodicidade das mesmas, transmissão de dados (que não cumpriram as normativas da lei de proteção dados), da criação, por parte da AdAM, de débitos diretos nas nossas contas sem consentimento escrito para o efeito, entre outras irregularidades logísticas e processuais”, refere o texto.
O objetivo é “que deixe de ser das Águas de Portugal/Águas de Alto Minho (AdAM) para voltar a ser dos respetivos municípios”.
Segundo os peticionários, “na primeira fatura de água e saneamento, enviada a mais de 70 mil pessoas (individuais e coletivas), foram milhares os surpreendidos com os valores exorbitantes”.
“Há inúmeros relatos de pessoas cuja fatura aumentou 50 ou até mesmo 100%, mas há casos em que os consumidores passaram a pagar três, quatro ou até sete vezes mais(…)”, argumentam, apontando exemplos de faturas.
No texto, acrescentam existirem casos “da cobrança da taxa de saneamento em zonas onde a rede pública ainda não chegou”.
“Por exemplo, em Oliveira, freguesia de Arcos de Valdevez, é conhecido um caso onde o acréscimo de sete euros está na cobrança de saneamento. Saneamento esse que não existe na zona(…). Há ainda casos em que a falta ou a deficiente contagem de água levou à subida do escalão de pagamento da água (…). Em média, a tarifa da água passa de três para 4,93 euros, valores que também se aplicam à (TFS) Tarifa Fixa de Saneamento”, aponta ainda a petição.