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Viana disponibiliza hospital de retaguarda montado no Centro Cultural para acolher idosos com teste positivo à covid-19

Rádio Alto Minho

12 Abril 2020, 0:34

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O Município de Viana do Castelo disponibiliza o Hospital de Retaguarda instalado no Centro Cultural para acolher idosos com teste positivo à COVID-19, dando assim resposta às preocupações expressas pela União das Misericórdias do Alto Minho.

Esta infraestrutura de retaguarda está pronta para ser utilizada a favor da população do Alto Minho desde o dia 2 de abril, aguardando apenas que a Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) providencie a sua ativação, dotando a mesma de uma equipa de profissionais de saúde e auxiliares necessários.

Esta unidade de retaguarda instalada no Centro Cultural tem disponíveis 120 camas, podendo evoluir até 200 camas, dispondo ainda de espaços de apoio médico, balneários, casas de banho para profissionais de saúde, sala para profissionais de saúde, sala de estar e espaços para tratamentos, rampas acessíveis e circuitos diferenciados para reduzir possibilidades de contágios.

O layout do hospital de retaguarda foi projetado de acordo com orientações da ULSAM e das autoridades de saúde pública.

No sábado, a União das Misericórdias de Viana do Castelo manifestou a sua discordância com as orientações da Direção-Geral da Saúde sobre a manutenção de idosos com teste positivo à covid-19 nos lares e defendeu uma área distrital para o efeito.

Em comunicado, o Secretariado Regional da União das Misericórdias de Viana do Castelo, liderada por Alípio de Matos, alega que “não é aceitável querer impor a Estruturas Residenciais para Idosos (ERPI) o acolhimento de pessoas com teste de covid-19 positivo”.

Na nota do Secretariado Regional da União das Misericórdias de Viana do Castelo, subscrita pelas 10 Santas Casas da Misericórdia do distrito de Viana do Castelo, é também sublinhado que os utentes das ERPI estão “numa situação de risco acrescido de maior disseminação da infeção”.

Segundo aquele Secretariado Regional da União das Misericórdias, a solução que se pretende implementar “acarreta riscos enormes para todos os utentes que não estão infetados”, assim como para os profissionais.

É ainda apontado que a maioria das estruturas “não tem condições físicas para criar áreas de isolamento, aumentando-se o risco de contágio” entre os utentes.

No entender destas Misericórdias, a obrigatoriedade de criar nas ERPI “áreas com utentes portadores de covid-19 representa um perigo de saúde pública, pondo em risco de infeção outros utentes e profissionais, que seriam poupados com a solução de centralizar o acolhimento destes utentes” numa “área dedicada para o efeito em termos distritais”.

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