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Estudo da CEVAL revela pessimismo no impacto do Covid-19

Rádio Alto Minho

16 Abril 2020, 15:31

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A Confederação Empresarial do Alto Minho (CEVAL) revelou que uma grande parte das empresas da região tem uma postura pessimista quanto ao futuro, após a pandemia do Covid-19. Saiba mais sobre os números revelados por esta confederação.

A situação económica portuguesa estava a melhorar e as expetativas eram grandes. O crescimento económico fazia crer que, ao longo dos próximos anos, os efeitos da crise seriam reduzidos, aumentando-se o lucro das empresas e reduzindo as taxas de desemprego.

A atual situação vivida em todo o mundo, pelo aparecimento do Covid-19, tem tido repercussões bastante intensas na economia, já que a maioria das empresas se encontra agora em lay-off ou tem os seus trabalhadores em regime de trabalho remoto. Para muitas fábricas, esta situação gerou a necessidade de completa paragem, sendo que algumas optaram, inclusivamente, por dar férias coletivas aos seus trabalhadores.

Nas suas casas, muitas pessoas começam a estudar alternativas para fugir, não só ao tédio mas também às dificuldades económicas que se avizinham e optam, desde já, por estudar as possibilidades de negócio que lhes sobram sem que tenham de sair de casa.

Os trabalhos por conta própria, como freelancer; a criação de conteúdos nas redes sociais; ou a adoção de um pensamento empreendedor para a abertura de lojas online com o apoio de plataformas como a Oberlo fazem parte das alternativas em análise para muitas pessoas em Portugal.
Embora o sucesso nunca esteja garantido, independentemente da solução encontrada, a verdade é que o desejo global é para que os efeitos do Covid-19 não se tornem tão severos que impeçam um retorno ao quotidiano normal.

Contrariamente às mensagens de esperança que povoam as redes sociais dos portugueses, no entanto, as empresas do Alto Minho não parecem estar confiantes de que tudo possa correr da melhor forma depois da paragem que vivemos desde há cerca de um mês.
Os números lançados pela Confederação Empresarial do Alto Minho (CEVAL) revelam justamente que, no que diz respeito ao impacto do Covid-19 no funcionamento da economia minhota, as empresas estão apreensivas.

O que diz o relatório apresentado pelo CEVAL

A Confederação Empresarial do Alto Minho (CEVAL) apresentou na passada segunda-feira um relatório onde indica que 77,8% das empresas desta região lusa acredita que os efeitos do coronavírus serão sentidos de forma ainda mais intensa no futuro.

Estes números resultam de um inquérito sobre o impacto do Covid-19 nas atividades das empresas situadas no Alto Minho, entre os dias 26 de março e 31 de março, e permitem que se tirem inúmeras conclusões.

Para começar, entre as 20 empresas inquiridas neste estudo, metade afirmou que está, neste momento, a sentir fortemente o impacto do Covid-19 na sua atividade.
Para 44,4% das empresas, foi sentida uma redução severa na procura de produtos na região e, mesmo na perspetiva de eliminação da ameaça do vírus, 70,6% das empresas acredita que a região vai sentir futuramente um forte abalo na procura.

Além disso, 77,8% das empresas manifestaram um grande pessimismo sobre o futuro, afirmando que a necessidade de redução na atividade e o cancelamento de ações terá um efeito pior e mais duradouro. Apenas 22,2% das empresas afirmaram não ter sentido a necessidade de mudar a sua forma de trabalho.

Os apoios concedidos e a perspetiva das empresas

Embora o governo fale, ainda sem números efetivos sobre a atribuição de apoios para garantir a estabilidade dos mercados após a crise, nomeadamente por estar ciente dos efeitos causados pelos adiamentos ou cancelamentos de eventos em 2020, as empresas mantêm-se pessimistas.

Cerca de 38,9% das empresas do Alto Minho afirma ter sido afetada na sua ação e 61,1% destas afirma que o foi nos seus projetos internacionais. Além disso, foram 55,6% as empresas que se viram obrigadas a suspender, de uma forma total ou parcial a sua atividade, havendo ainda empresas em vias de fazer o meso.

Entre as 20 empresas analisadas por este estudo da CEVAL, há um total de 465 trabalhadores. As empresas eram principalmente da área de prestação de serviços, empresas comerciais e do setor da indústria. Havia, no estudo, empresas de maior dimensão e empresas unipessoais.

O Covid-19 no Alto Minho

Os números da pandemia têm-se manifestado principalmente no norte do país, incluindo no Alto Minho. Esta é uma das regiões com maior número de infetados e de casualidades. Neste momento, a região norte de Portugal conta com um total de 6706 casos confirmados e 168 perecimentos; num universo de 11 730 infetados e 311 mortes. No Alto Minho, uma das maiores preocupações prende-se com a população envelhecida, sendo que estão a ser solicitados testes de despiste para os lares locais. Segundo o presidente da Comunidade Intermunicipal, a situação crítica vivida no Alto Minho e o grande número de instituições com suspeitas de Covid-19 torna necessário que se disponibilizem mais testes para a região, para evitar que as instituições passem por situações aflitivas.

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