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Pescadores de Viana queixam-se a Passos Coelho do assoreamento da barra

Rádio Alto Minho

28 Fevereiro 2016, 16:59

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Os pescadores associados na VianaPesca queixaram-se hoje ao presidente do PSD das “más condições” da barra de Viana do Castelo e acusaram a Administração do Porto de Mar de apenas fazer dragagens para permitir o acesso dos navios àquela infraestrutura marítima.

Confrontado com o problema o ex-primeiro-ministro afirmou tratar-se de “um problema de engenharia”.

“Não é um problema de engenharia senhor doutor. O Porto de Mar só afunda a barra para os navios e não abre o canal para os pescadores. Não querem saber dos pescadores e depois há casos como o da Figueira da Foz”, afirmou João Pacheco diretor da VianaPesca.

O responsável adiantou que os pescadores “são obrigados a dar uma volta muito grande” para sair e entrar na barra e que “por serem muito cautelosos não acontecem muitos acidentes”.

As afirmações foram feitas hoje à chegada do presidente do PSD às instalações da VianaPesca. A reunião que Passos Coelho manteve depois com a cooperativa de pescadores de Viana do Castelo realizou-se à porta fechada, sem a presença de jornalistas.

Depois do encontro Passos Coelho entrou a bordo do “Sempre em frente” para constatar “in loco” as preocupações dos pescadores da VianaPesca, cooperativa com cerca de 700 empresas associadas.

No final da viagem de barco e questionado pelos jornalistas porque não veio a Viana do Castelo durante os quatro anos em que foi primeiro-ministro, o agora líder da oposição disse: “Bem, fui a outros lados. Não vim a Viana do Castelo mas fui a outros lados”, afirmou.

Sobre a atividade piscatória, o ex-primeiro-ministro afirmou que “toda atividade foi impulsionada, creio eu, durante o tempo em que estive no governo”, defendendo ser “muito importante que os portugueses possam apostar numa estratégia para o mar, que valorize a pesca”.

“O que é importante hoje anotar apesar dos progressos que se registaram ao nível legislativo continua a existir uma proliferação muito grande, regulamentar e legislativa, que nem sempre favorece ou facilita a resolução de problemas”, disse.

“Continua a existir alguma falta de comunicação entre aqueles, que do lado da administração do Estado, nomeadamente, dos institutos públicos, devem promover um diálogo mais próximo com os pescadores, e seus representantes”, adiantou Passos Coelho.

Passos Coelho adiantou que “há problemas que persistem e que se prendem assoreamento nas barras dos portos”.

“São problemas que persistem ao longo de muitos anos. O Estado acaba por gastar muito dinheiro a resolver problemas que não tem uma resolução estrutural”.

“Qualquer que seja o ponto de vista de uns e outros sem haver um diálogo maior e uma explicação mais detalhada das opções que vão sendo tomadas é difícil que o resultado possa melhor o suficiente

Precisamos de ter, nos mecanismos que regulam estas atividades, algumas outras soluções, que às vezes existem noutros países e que nos talvez pudéssemos aprender um bocadinho com elas e que fixem mais jovens a estas atividades”, acrescentou.

Passos Coelho visitou ainda os novos armazéns de aprestos, na zona portuária, um investimento de 2,2 milhões de euros, recentemente inaugurados pela ministra do Mar, Ana Paula Vitorino. O programa da visita à capital do Alto Minho terminou com uma sessão com militantes para apresentação da candidatura à liderança do PSD, igualmente sem a participação da comunicação social.

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