Encenação de auto da Paixão em Ponte da Barca transformada em teatro de rua
15 Março 2016, 10:19
A encenação das últimas horas da vida de Jesus Cristo na terra, uma tradição secular de Ponte da Barca vai este ano ser apresentada em formato de teatro de rua devido à colocação de bancadas para o público. Segundo o encenador Jaime Ferreri “houve necessidade de introduzir algumas alterações à encenação inicial, adaptando-a a teatro de rua em função da introdução de lugares sentados, bancadas, para dar mais comodidade ao público que assiste a esta tradição”.
A representação da “Mui Dolorosa Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo”, que se vai desenrolar no próximo dia 24 de março, às 22:00, em cinco palcos diferentes durante duas horas, contará com a participação de uma centena de populares.
A representação desenrola-se há vários anos à volta do mosteiro românico de Bravães, freguesia do concelho de Ponte da Barca de onde todos os intervenientes e atores são naturais e de várias faixas etárias.
A peça tem como guião “A Mui Dolorosa Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo”, da autoria do padre Francisco Vaz, tem como encenador Jaime Ferreri.
A representação, com início às 22:00, quinta-feira da Paixão, terá lugar junto ao mosteiro da freguesia de Bravães, começa no chamado “Palco de Caifás”, onde é feita a primeira acusação a Jesus Cristo.
O trajeto, desde a condenação ao Monte do Calvário, será acompanhado pelo Grupo Coral de Bravães, que recuperou um canto religioso tradicional com mais de 100 anos.
Trata-se de uma produção da Associação Cultural “os Canários” de Bravães, em parceria com a Junta de Freguesia local e com Câmara Municipal.
Tal como em 2014 será incluído no texto daquele auto o poema de Guerra Junqueiro “ A Caridade e a Justiça”.
Antes da representação, tem lugar, num dos palcos, uma outra tradição, com cerca de 30 mulheres da freguesia a cantar uma novena de ementar (evocar) as almas, tal como acontecia nas freguesias do Minho há meio século.





















