O abate de plátanos no Cabedelo vai ficar suspenso até dia 30, por acordo entre a Câmara Municipal de Viana do Castelo e a associação de moradores. Até lá, as partes deverão manter reuniões para "estudar uma solução paisagística e de redução de sinistralidade" para aquele local.
O anúncio foi feito hoje pelo Presidente da Câmara, José Maria Costa durante uma reunião extraordinária do executivo convocada, a pedido da oposição (PSD e CDU), para prestar esclarecimentos sobre o derrube de árvores para construção de uma rotunda.
Em causa estão os novos acessos ao porto de mar e que incluem uma interceção a meio de uma alameda de plátanos no Cabedelo. Contempla o derrube de cerca de 20 árvores na alameda com 170. Segundo esclareceu o autarca de Viana do Castelo, a alameda de plátanos no Cabedelo tem “628 metros de extensão” e a construção a meio da rotunda irá subtrair “cerca de 50 metros”. “Naturalmente são algumas árvores, mas a interseção não quebra o efeito visual de túnel”, comentou. José Maria Costa manifestou “total abertura para encontrar soluções”, conjuntamente com a associação de moradores. Uma primeira reunião prévia ao plenário do executivo desta sexta-feira, resultou já na suspensão do embargo extrajudicial à obra.
Ao início dos trabalhos na segunda-feira de manhã, a associação dos moradores do Cabedelo avançou com o embargo extrajudicial da obra. Um mecanismo legal que permite a suspensão imediata dos trabalhos até decisão do Juiz. O Presidente da Câmara, José Maria Costa, afirmou hoje que decidiu suspender a obra até dia 30 após reunir com a referida associação. O representante desta última, Vitor Dinis, declarou: “O embargo será avaliado nas próximas horas, nos próximos dias, dado que o canal para falar está aberto. O nosso papel é auscultar os moradores”.
Cláudia Marinho da CDU e Paula Cristina Veiga do PSD congratularam-se com a realização do plenário de esclarecimento e também com a decisão da Câmara de suspender a obra até ao fim do mês.




















