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Darque: Junta reclama que novo viaduto na freguesia contemple passagem de viaturas

Rádio Alto Minho

28 Setembro 2020, 8:19

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A junta de Darque apresentou à Câmara Municipal de Viana do uma proposta de alteração do projeto de construção de uma nova passagem inferior à linha do comboio naquela freguesia, reclamando que esta permita também o atravessamento de viaturas.

O autarca Augusto Silva (CDU) pede que o viaduto a construir nas imediações do cemitério, não seja apenas limitado à passagem de peões, conforme está previsto no projeto e à semelhança do que acontece com um viaduto existente junto à igreja da localidade. “Com o fecho da passagem da igreja, todo o comércio e tradição de acesso ao casco histórico praticamente perdeu-se. Uma vez que se vai investir que não se faça uma aberração, um atentado como o da igreja com escadório”, defende o Presidente da Junta de Darque, referindo: “A população vai-se movimentar. Não vai aceitar e não é preciso o executivo fazer nada. vai ser natural”.

À proposta apresentada pelo autarca de Augusto Silva na última reunião do executivo camarário, o Presidente da Câmara, José Maria Costa (PS), respondeu que não é tempo de fazer alterações ao projeto, sob pena de se perder o investimento. “Aquela intervenção que está prevista em frente à SIRD, que a reabilitação da zona em frente, a passagem inferior, a rede de drenagem de águas residuais e pluviais, o arranjo urbanístico em frente ao cemitério e em frente ao Darquense, é uma intervenção de 1,6 milhões de euros, que corrermos o risco de perder. E foi essa questão que levantei ao senhor Presidente da Junta, é se ele quer perder este investimento”, declarou José Maria Costa, sublinhando: “Agora no final do quadro comunitário, a três meses deste fechar, não podemos fazer alterações deste calibre, porque corremos o risco de perder os financiamentos”. “Da minha parte estou de consciência tranquila. Tudo o que fizemos foi com base em discussão e aprovação nos diversos patamares de discussão pública. Se há duas ou três pessoas que contestam, temos de ponderar: é para deitar abaixo 1,6 milhões de euros e perder estes dinheiro?”.

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