Ex-comandante Martinho Campos diz que lhe custou “muito” deixar a vida de bombeiro
22 Março 2016, 11:53
O ex-comandante dos Bombeiros Municipais de Viana do Castelo afirmou que lhe “custou muito” deixar a vida de soldado da Paz. Afirmou que se despeidiu do ativo com o “sentimento de dever cumprido” e garantiu que “se reencarnar, noutra vida, volta a ser bombeiro”.
Aos 65 anos, o ex-comandante, já aposentado, recebeu hoje o crachá de ouro atribuído pela Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) numa cerimónia que também assinalou os 236 anos dos bombeiros municipais da capital do Alto Minho.
O crachá de ouro, que está previsto no artigo 6.º do Regulamento das Distinções Honoríficas da Liga dos Bombeiros Portugueses é atribuído pelo Conselho Executivo da Liga mas foi solicitado pela Câmara de Viana do Castelo pelo “exemplar comportamento” ao longo de 42 anos.
A entrega do galardão ao ex-comandante, Martinho de Campos, que assumiu o comando da corporação em 1999 e passou à reforma em 2015, decorreu hoje no salão nobre autarquia, cheio de bombeiros e outras entidades.
O presidente da Câmara, José Maria Costa, presidiu à sessão, ladeado pelo presidente da direção dos Bombeiros Voluntários, Luciano Moure, pelo atual comandante dos Bombeiros Municipais, António Cruz, o presidente da Federação Distrital de Bombeiros de Viana do Castelo, Luís Brandão Coelho e pela presidente da Assembleia Municipal, Flora Silva.
Visivelmente emociado, e por insistência dos jornalistas presentes na cerimónia, Martinho Campos prestou algumas declarações para dizer que “não estava nada à espera” da homenagem.
“Foi um trabalho que gostei muito de fazer. Fi-lo com todo o empenho e custou-se muito sair”.
“Foi um trabalho com muito sacrifício mas de que tenho muito boas recordações”, disse.
A corporação que liderou durante 42 anos completam hoje 236 anos.
Os bombeiros municipais de Viana do Castelo foram fundados em 1780 com a designação original de Companhia da Bomba, sendo atualmente o terceiro mais antigo de Portugal, logo a seguir aos Sapadores de Lisboa e Porto.
Contam com uma estrutura profissional constituída por mais de 50 operacionais.
Os bombeiros municipais “têm como função e objetivo principal o salvamento e proteção de pessoas e bens, tendo como área de atuação o Município de Viana do Castelo. No entanto, entra em campo sempre que solicitado pela estrutura da Autoridade Nacional de Proteção Civil”.
A corporação dispõe de veículos de combate a incêndios, veículos tanque, um veículo autoescada com trinta metros, ambulâncias de socorro, viaturas de socorro e assistência estratégica, veículo de comando, um de apoio a mergulhadores, veículos de apoio diverso e bote de socorro e resgate.
Em termos de capacidade intervenção, está preparado para incêndios, desobstrução e desencarceramento, matérias perigosas, salvamento em grande escala, ambiente subaquático e mergulho e ambientes de condições atmosféricas e anticorte.































