Defensor Moura: “Vinte anos depois tomaria a mesma decisão em relação ao prédio Coutinho”
28 Outubro 2020, 8:37
O ex-autarca de Viana do Castelo, Defensor Moura, que no ano 2000, avançou com o processo da demolição do Edifício Jardim (prédio Coutinho), diz que se fosse hoje “tomaria a mesma decisão”. Lamenta que esta ainda não se tenha concretizado devido “à lentidão” da Justiça.
O antigo Presidente de Câmara (1994-2009) escreveu um livro a contar, o que diz ser, “a verdade” sobre os processos de licenciamento, construção e de demolição do imóvel de 13 andares no centro histórico de Viana.
A obra intitula-se “Nasceu com o destino traçado”, tem 184 páginas e foi lançado pela Chiado Editora.
“Depois de quase 20 anos em que foram ditas muitas falsidades e distorcidas muitas verdades, entendi que era tempo de contar a verdade sobre o prédio do Coutinho, desde a sua construção a esta terceira tentativa de demolição”, afirma, referindo que “é importante que todos conheçam as razões que levaram a Câmara Municipal e a VianaPolis a propor a demolição e confirmem que se fez tudo com a maior legalidade, conforme os Tribunais demonstraram em sucessivas decisões”.
Defensor Moura alega que “a autorização para a construção do edifício foi ilegal, na medida em que havia um Plano de Urbanização que impedia a construção com aquela altura (13 andares)”. E que, na altura, “a Câmara Municipal revelou falta de isenção, na medida em que autorizou a construção do prédio do Coutinho e não autorizou duas outras construções na mesma rua com igual dimensão”.
Para o ex-autarca “as verdades fundamentais” contidas na sua obra, servem para que “não se continue a criar empecilhos indevidos para o que é uma exigência da maioria dos vianenses, que desde o início rejeitaram aquela construção”. “Tinham até vergonha do prédio, como se fossem uma beldade que tinha uma cicatriz na cara e tapava com uma madeixa de cabelo ou um jovem com um dente partido que fala com a boca meia fechada”. Quanto à demora na concretização do projeto, comentou: “É lamentável. Não me queixo da Justiça pelas decisões que toma, na medida em que todas foram favoráveis à Câmara e à VianaPolis. Só me queixo da sua lentidão, que passa a ter no prédio Coutinho quase um alerta que é preciso corrigir”. E concluiu: “Vinte anos depois tomaria a mesma decisão. Tentaria é que a Justiça fosse mais rápida”.




















