Condenado grupo dos “assaltos milionários” no Minho
21 Dezembro 2020, 8:30
O Tribunal Judicial de Braga condenou a 11 anos de prisão o alegado cabecilha de um grupo que efetuou cerca de uma dezena de assaltos milionários no Minho.
No assalto ao banco estiveram envolvidos mais dois arguidos, um dos quais condenado a nove anos de prisão e o outro a oito anos e dois meses.
No processo, é também arguido um agente da PSP de Ponte de Lima, que foi condenado a três anos e 11 meses de prisão, com pena suspensa, por um crime de furto qualificado, por alegadamente ter funcionado como “informador”.
Para a suspensão da pena, o polícia fica obrigado a dar 3.000 à Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV).
Dois arguidos que participaram em alguns dos outros assaltos foram condenados a penas de seis anos e 10 meses de prisão, cinco anos e quatro meses.
Outros arguidos ficaram com penas de multa ou penas suspensas por recetação e posse de arma proibida.
Entre os assaltos do grupo, consta um à dependência do Banco Santander em Braga, em 2018, na noite de S. João (23 para 24 de junho), que rendeu dinheiro e valores avaliados em quatro milhões de euros.
Com recurso a uma rebarbadora, os arguidos cortaram três barras da porta gradeada da sala dos cofres de clientes, por forma a criar um orifício que permitisse a entrada de uma pessoa, bem como partiram a central de alarmes situada à esquerda.
De seguida, com uso de chave de fendas e pé de cabra, arrombaram 58 dos 60 cofres particulares.
O banco estava em obras e, uns dias antes, um dos arguidos conseguiu autorização para aceder à zona dos cofres particulares, tendo assim possibilidade de “estudar” o assalto.
O arguido percebeu que a porta blindada estava aberta e que o alarme estava inativo.
No dia do crime, e aproveitando o barulho na rua resultante do S. João, entrou no banco, pelas traseiras, e, durante várias horas, serrou as grades e esvaziou os cofres.
Os arguidos responderam por vários outros assaltos, entre os quais à residência do empresário Domingos Névoa, do cantor popular Delfim Júnior e do médico e antigo atleta do Sporting Clube de Braga, Romeu Maia.
No total, os assaltos terão rendido 4,7 milhões de euros.




















