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Viana do Castelo aprova projeto de novo mercado para local do prédio Coutinho

Rádio Alto Minho

05 Fevereiro 2021, 9:40

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A Câmara de Viana do Castelo aprovou quinta-feira, por maioria, o projeto do novo mercado orçado em 8,2 milhões de euros, que prevê a plantação de 17 árvores na envolvente do local onde está o prédio Coutinho.

“A construção do novo mercado municipal não afeta nenhuma árvore, antes pelo contrário. A nova intervenção do mercado vai plantar oito árvores no jardim público e mais nove junto à capela das Almas”, explicou José Maria Costa ao executivo municipal durante a reunião camarária hoje realizada por videoconferência.

Na terça-feira, em comunicado, a concelhia do PSD presidida por Eduardo Teixeira disse que, no projeto do novo mercado, entretanto reajustado pelo atual executivo face ao inicialmente proposto em 2003/2004, “parece agora estruturante e incontornável novo abate de árvores e radical adulteração e amputação, mais uma, do histórico traçado do jardim de Viana do Castelo, um dos primeiros de Portugal nos finais do século XIX”.

Na sessão camarária, e em resposta ao que classificou de “ruído”, o autarca socialista disse que, no total, haverá “uma plantação de 17 árvores”

“Toda esta relação do mercado foi muito bem trabalhada e cuidada para que o jardim da cidade fosse valorizado”, explicou José Maria Costa.

O autarca disse ainda que o município pretende “lançar o concurso público o mais tardar até abril”.

“As candidaturas a fundos comunitários vão abrir em breve e temos de aproveitar o estímulo à atividade económica e empresarial, não só através do novo Quadro Comunitário de Apoio (QCA), como da chamada bazuca. Não queremos que este equipamento perca, mais uma vez, a oportunidade de garantir financiamento”, referiu.

Na apresentação do projeto à vereação, a vereadora da CDU, Cláudia Marinho, alertou para “a necessidade de não se cair no erro do passado, entregando a concessão do parque de estacionamento previsto no projeto a privados”.

Defendeu que “a sua exploração deverá ser municipal” e que deverão ser praticadas “tarifas baixas”, apelando a que este “projeto deixe de ser projeto e passe a ser obra concreta”.

“O momento não é o mais adequado, mas a vida tem de andar para a frente e temos de pensar mais no futuro, até porque as atuais condições do mercado não são as melhores”, reforçou.

O presidente da Câmara classificou a proposta como “uma nota importante”, admitindo quer já não lhe competirá essa decisão”, referindo-se à impossibilidade de se recandidatar a novo mandato autárquico.

O PSD, que se absteve, justificou o sentido de voto numa declaração, considerando que “o projeto não corresponde às expetativas relativamente ao assunto e ao espaço em questão.

A vereadora Paula Cristina Veiga disse ainda “ser um o momento oportuno, face às dificuldades e incertezas, a construção do mercado com o atual projeto, implicando o investimento de 8,2 milhões de euros e a destruição do edificado, que não será inferior a 20 milhões de euros”.

Na reunião ordinária de hoje, a autarquia aprovou ainda, por maioria, com a abstenção do PSD, a adjudicação da empreitada de reabilitação do pavilhão municipal José Natário, à empresa OnWorks-Construções, Lda por 785.964 euros.

A autarquia aprovou, por unanimidade, um investimento de 498.603 euros na ampliação das redes de abastecimento de água e saneamento em seis freguesias.

Foi igualmente aprovado, por unanimidade, um concurso de projetos culturais para mitigar as consequências da pandemia de covid-19.

Trata-se de “um instrumento que visa a criação de um fundo, de 50 mil euros, de apoio à concretização de projetos culturais”.

Fotos: Arquivo/RAM

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