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Bibliotecas Municipais de Viana do Castelo e Ponte de Lima fazem ‘take-away’ ou entregas ao domicílio

Rádio Alto Minho

24 Fevereiro 2021, 9:22

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A Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB), anunciou hoje que mais de metade da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas (RNBP), respondeu ao confinamento com serviços de empréstimo de livros em 'take-away' ou entrega ao domicílio. As bibliotecas de Viana do Castelo e Ponte de Lima foram das inúmeras que optaram por este meio para levar os seus serviços à população.

Apanhadas de surpresa pelo primeiro estado de emergência, as bibliotecas municipais tiveram de se reinventar, e neste segundo momento de confinamento permanecem ativas, na sua maioria, para combater o isolamento, a exclusão e a desinformação, com os serviços ‘online’, ‘take-away’ e entregas ao domicílio. Os serviços são gratuitos e garantem acesso à leitura a grande parte da população, cumprindo em as regras de segurança, definidas pela Direção Geral da Saúde.

As bibliotecas de  Viana de Castelo e Ponte de Lima reinventam as suas funções, enquanto a pandemia as obriga a manter as portas fechadas, mantendo os serviços à comunidade, seja com oferta de atividades e serviços ‘online’, por telefone, ou ‘email’ – como hora do conto, sessões de leitura, clubes de leitura, oficinas, leituras via telefone, serviço de referência e informação à comunidade, sugestões de leitura, consulta de catálogo, entre outros -, seja com serviços de empréstimo de livros revistas, CD e DVD ao domicílio.

À agência Lusa, o diretor de Serviços de Bibliotecas, Bruno Duarte Eiras, revelou que “após alguma desorientação no primeiro confinamento, compreensível dada a incerteza com o que estávamos a lidar, mas também atendendo à praticamente inexistência de conteúdos e serviços ‘online’, que pudessem servir de alternativa, as bibliotecas da Rede Nacional, no geral, procuraram colmatar esse vazio”.

O diretor revela que “o que mais tem caraterizado a atividade ‘online’ das bibliotecas é a partilha de recursos e conteúdos gratuitos disponibilizados por outras instituições – a chamada curadoria da informação -, através da pesquisa e seleção de informação e conteúdos na Internet”.

Apesar de todo este trabalho, Bruno Eiras revela que houve muita coisa que se perdeu com os confinamentos: “perdeu-se tudo o que se perde quando se distancia a cultura, o conhecimento, a leitura e as literacias de quem já de si é mais vulnerável (grupos em risco de exclusão, pessoas isoladas, idosos e pessoas economicamente e socialmente mais fragilizadas), aumentaram-se distâncias, apesar do esforço de reinvenção e de proximidade das bibliotecas e das equipas”.

Texto: Bruna Fino

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