Deputados do PCP interrogam governo sobre serviço de radiologia da ULSAM
27 Fevereiro 2021, 13:19
O Grupo Parlamentar do PCP questionou o governo sobre a situação “inaceitável” do serviço de radiologia da Unidade de Saúde do Alto Minho, a fim de perceber a disponibilidade em reverter este serviço assegurado desde 2004 por privados, denunciando a "precariedade" a que estão sujeitos os trabalhadores.
O partido de esquerda refere que “é uma inaceitável situação, com o Estado a dar o pior dos exemplos do respeito por quem trabalha e uma clara expressão da desvalorização do SNS.”
O PCP mostra ainda que “esta situação, para lá da instabilidade que provoca à vida dos trabalhadores, é geradora de inúmeras injustiças, com situações de trabalhadores que já viram as suas remunerações serem reduzidas, outros que fazem jornadas de 18 horas seguidas, ou semanas de 50h de trabalho.”
Este partido esteve em reunião recente com o Conselho de Administração da ULSAM, onde foi informado, segundo um comunicado enviado à imprensa, que “há intenção de internalizar o serviço”, embora o PCP acredite que “será a um ritmo que julgamos mais lento do que necessário e possível”.
O Partido Comunista Português considera que “o serviço deve ser internalizado, assumindo o Hospital os trabalhadores que estão a exercer as funções e garantindo-lhes igual horário, condições e salário como os restantes trabalhadores da ULSAM.”
No ofício apresentado na quarta-feira, as deputadas Diana Ferreira e Paula Santos pretendem saber se o Ministério da Saúde “conhece a situação, se acha adequada a existência deste tipo de situação no SNS e se considera aceitável a instabilidade e incerteza a que estes trabalhadores estão sujeitos, alguns há mais de 10 anos.”
Texto: Bruna Fino




















