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Viana já tem cinco áreas classificadas como monumentos naturais locais

Rádio Alto Minho

06 Abril 2016, 10:46

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O “Alcantilado de Montedor” (55 hectares),   “Pedras Ruivas” (24 hectares)  “Canto Marinho” (58 hectares),  “Ribeira de Anha” (41 hectares), o estuário do rio Lima, entre as pontes Eiffel e a A28, e as “Ínsuas do Lima” (422 hectares) são as cinco zonas do cloncelho de Viana do Castelo que, a partir de quinta-feira, estão classificadas como monumentos naturais locais. O anúncio da classificação daqueles cinco locais, com uma área total de 600 hectares situados sobretudo na faixa litoral de Viana do Castelo foi publicado hoje em Diário da República.

De acordo com o anúncio hoje publicado em DR “a avaliação destas áreas classificadas mostrou elevado potencial de uso turístico e educativo, mas também elevados índices de vulnerabilidade, o que sugere a premência das ações de proteção e conservação”.

O processo de classificação destes cinco locais foi iniciado em março de 2014 com a aprovação, em reunião ordinária do executivo, de uma proposta da maioria socialista que resultou da identificação de cinco “geossítios de excecionalidade científica dos valores geológicos presentes”, os quais se distribuem pela faixa litoral do concelho e no estuário do rio Lima.

“Um persistente trabalho de estudo do nosso litoral e estuário ribeirinho do rio Lima, materializado por entidades científicas e investigadores, permitiu inventariar os geossítios do litoral norte, identificando um notável património que permite compreender vários aspetos da evolução geológico do território do concelho de Viana do Castelo”, sustentou, na altura, a proposta do município ratificada pela Assembleia Municipal.

Inicialmente a investigação realizada pela autarquia identificou 17 locais como potencialmente alvo deste processo de classificação, tendo a escolha recaído sobre estas cinco as áreas.

A proposta de classificação esteve em discussão pública entre 01 de setembro e 03 de outubro de 2014, tendo sido ouvidas as entidades com jurisdição e enquadramento legal nas áreas a classificar, entre elas, a Agência Portuguesa do Ambiente, Administração do Porto de Viana do Castelo, Instituto para a Conservação da Natureza e das Florestas, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte, entre outras.

O processo de classificação, da competência dos municípios, visa conceder a estas áreas “um estatuto legal de proteção adequado à manutenção da biodiversidade e dos serviços dos ecossistemas e do património geológico, bem como à valorização da paisagem”.

Os locais agora classificados estão inseridos no perímetro do Plano de Ordenamento da Orla Costeira entre Caminha e Espinho, à exceção das “Ínsuas do Lima”, que são interiores à linha de costa.

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