Ricardo Rego: “Autoagendamento decidido em Lisboa dificulta plano vacinação em Viana do Castelo”
28 Maio 2021, 9:27
O vereador da Saúde na Câmara de Viana do Castelo disse que "não haver plano de vacinação que resista ao autoagendamento para a vacinação contra a covid-19 decidido por Lisboa", mas garantiu uma "resposta adequada" ao problema".
Em declarações aos jornalistas no final da reunião camarária, a propósito da aprovação da constituição do Conselho Municipal de Saúde e fazendo um ponto de situação da vacinação no concelho de Viana do Castelo, Ricardo Rego admitiu “uma sobreposição de marcações com o autoagendamento, que gera uma afluência não prevista ao centro municipal de vacinação”.
“O nosso planeamento para a tarde de quinta-feira era inocular 600 pessoas com a segunda dose da vacina. Na quarta-feira, fomos informados de que teríamos de vacinar mais 230 pessoas de autoagendamento. É difícil gerir o processo. Há dificuldade em fazer convergir as listagens das marcações com as do autoagendamento. O mais importante é agilizar e uniformizar os procedimentos”, defendeu Ricardo Rego.
Segundo o vereador com o pelouro da Saúde, no exterior do centro municipal de vacinação, instalado no pavilhão desportivo da Meadela, “esta situação leva a ajuntamentos”.
“É uma situação que tem sido reportada pela Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM)à Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-N)”, referiu Ricardo Rego.

Segundo aquele responsável o centro municipal de vacinação tem capacidade para vacinar entre 1.200 e 1.400 pessoas.
“A Câmara está disponível para colaborar com a ULSAM no que for necessário”, referiu.
Ricardo Rego referiu que 32% dos 84.527 habitantes do concelho já receberam as duas doses da vacina contra a covid-19.
A medida visa dar continuidade ao aumento do ritmo de vacinação.
A ‘task force’ responsável pela coordenação do plano de vacinação salientou também o papel do sistema de autoagendamento pela Internet na intensificação da administração de vacinas, cuja marcação era anteriormente centralizada nos serviços de saúde, nomeadamente Administrações Regionais de Saúde (ARS) e Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES).




















