Autárquicas: Eduardo Teixeira acredita que PSD vai ganhar Câmara de Viana do Castelo
28 Junho 2021, 9:31
O cabeça de lista do PSD à Câmara de Viana do Castelo, Eduardo Teixeira, acredita que vai vencer as eleições autárquicas deste ano e pôr fim a 27 anos de governação socialista na capital do Alto Minho.
“As nossas expectativas são de vitória. Nós vamos vencer a Câmara, para bem de Viana do Castelo e dos vianenses”, afirmou o também deputado social-democrata eleito pelo distrito.
O PSD coligou-se com o CDS-PP e Eduardo Teixeira encabeça pela segunda vez uma candidatura àquela Câmara para destronar o PS, no poder desde 1994.
“A candidatura é por ‘Amor a Viana’. Tenho um profundo sentimento de respeito e admiração pelas gentes de Viana. Tenho ideias claras para o concelho, uma visão de futuro sem nunca esquecer a sua identidade”, disse.
Oito anos depois da primeira tentativa para conquistar o município, o líder da concelhia do PSD regressa com o repto “É agora, Viana”.
“Este repto nada tem a ver com a mudança de liderança municipal, mas sim por consideramos ser altura de acontecer a mudança. Tem de se dar outro nível de desenvolvimento, atratividade, emprego e oportunidades às pessoas de Viana do Castelo”, referiu.
“Viana do Castelo precisa de quem nutra de um forte sentimento pelo concelho, que ame de verdade a terra e as suas gentes, de ideias claras, de liderança forte”, sustentou o candidato, que também liderou, durante seis anos, até 2014, a comissão política distrital.
O economista, de 48 anos, promete “humildade, muito empenho, muito trabalho e dedicação e rigor”, caso seja eleito presidente da autarquia.
“Iremos desburocratizar o funcionamento municipal e criar desenvolvimento, devolvendo o poder de compra perdido aos Vianenses. Pretendemos dar voz aos vianenses. Esse é o nosso principal compromisso”, afirmou.
As eleições autárquicas deste ano representam uma mudança para o PS: José Maria Costa, presidente desde 2009, não pode concorrer por ter atingido a limite de mandatos autárquicos.
Quando, em 2013, Eduardo Teixeira mediu força pela primeira vez com José Maria Costa, o PSD alcançou 26,56% dos votos e garantiu três mandatos (menos um do que nas eleições anteriores). Já a CDU, com 10,57% dos votos, recuperou o mandato perdido em 2009. Apesar de terem descido a votação, os socialistas mantiveram a maioria, com cinco mandatos.
A candidatura de Eduardo Teixeira foi aprovada em março, “por unanimidade” pela comissão política distrital e, em abril, foi formalizada a coligação com o CDS-PP.
A escolha de Eduardo Teixeira levou à desfiliação da vereadora Paula Cristina Veiga no atual executivo. Agastada com “situações de monopolização”, Paula Cristina Veiga admitiu que a escolha do candidato autárquico foi “mais uma gota” para transbordar o copo.
Entre outros projetos, Eduardo Teixeira defende a reversão da empresa Águas do Alto Minho (AdAM) e a devolução da gestão das redes de abastecimento de água em baixa e de saneamento básico a cada um dos municípios que a integram.
A AdAM é detida em 51% pela Águas de Portugal (AdP) e em 49% pelos municípios de Arcos de Valdevez (PSD), Caminha (PS), Paredes de Coura (PS), Ponte de Lima (CDS-PP), Valença (PSD), Viana do Castelo (PS) e Vila Nova de Cerveira (Movimento independente PenCe – Pensar Cerveira), que compõem a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho.
Três concelhos do distrito – Ponte da Barca (PSD), Monção (PSD) e Melgaço (PS) – reprovaram a constituição daquela parceria.
A constituição da empresa tem sido contestada por vários partidos e pela população, que se queixam do aumento “exponencial” das tarifas e do “mau” funcionamento dos serviços.
A remoção do pórtico de Neiva na Autoestrada 28, que liga Viana do Castelo ao Porto, é outra das suas ‘bandeiras’ enquanto deputado e que vai continuar a ‘agitar’.
Eduardo Teixeira desempenha ainda as funções de primeiro secretário da mesa do Conselho Nacional e do congresso dos órgãos nacionais do PSD, e é presidente da mesa da assembleia distrital do Alto Minho.
Nas autárquicas de 2017, o PS conquistou 53,68% dos votos e garantiu seis mandatos. O PSD atingiu os 21,25% e dois mandatos e a CDU alcançou 8,11%, ficando com um eleito.




















