Autárquicas: Maurício Silva da IL quer ser vereador na Câmara de Viana do Castelo
21 Junho 2021, 10:04
Maurício Antunes da Silva vai estrear-se na política nas autárquicas deste ano, pela Iniciativa Liberal (IL), e está confiante em que o "desgosto" do eleitorado no centro-direita permitirá a eleição de um vereador na Câmara de Viana do Castelo.
“Nós temos uma boa expectativa, tanto para a Câmara como para a Assembleia Municipal. Acreditamos que seja possível eleger um vereador, pelo menos, dentro do cenário que estamos a observar. No centro-direita há um certo desgosto com o candidato do PSD, Eduardo Teixeira. É um rosto conhecido na região e não muito aclamado, o que é um bom sinal para nós”, afirmou o candidato, de 37 anos.
Coordenador geral e membro fundador do Núcleo Territorial de Viana do Castelo do partido, e membro do Conselho Nacional, Maurício Antunes da Silva acredita que “com um bom trabalho no terreno” o partido vai conseguir eleger um vereador.
“Vamos mostrar, como nos Açores, em que um deputado regional conseguiu fazer a diferença, que um vereador em Viana do Castelo também pode fazer a diferença”, referiu o cabeça de lista, que nasceu no Brasil, mas vive há muitos anos na região de Viana do Castelo.
Admitiu não ter “nenhuma experiência política”, que foi precisa “muita coragem” para avançar com a candidatura e justificou ter resolvido deixar a sua “zona de conforto” por ver a “falta de expectativas” dos que o rodeiam.
“Estava cansado de ver estas coisas a acontecer e ver principalmente os jovens que não têm perspetivas nenhuma na região. Terminam os cursos, os que ingressam no ensino superior, e depois já não regressam à terra e os que cá ficam vão trabalhar em empregos sem perspetiva e muitas vezes têm de emigrar”, lamentou.
Formado em Produção e Especialização em Qualidade e Melhoria Contínua e com percurso profissional na indústria da região, Maurício Antunes da Silva foi motivado por ver “os amigos, os filhos dos amigos, as pessoas mais próximas sem grandes expectativas e a terem de emigrar para conseguirem perspetivas profissionais”.
“Tudo isso deixa-nos mais motivados a tentar introduzir uma visão política diferente para movimentar mais o concelho. Com o posicionamento geoestratégico que Viana do Castelo possui não é possível não conseguirmos desenvolver a nosso concelho”, considerou.
Segundo o candidato, o concelho tem perdido capacidade de exportação e volume de negócios na indústria transformadora.
“Todos os concelhos em volta têm conseguido desenvolver-se, enquanto Viana do Castelo continua a olhar para si mesmo e não consegue expandir”, defendeu.
“Viana com Voz, Viana com Futuro” é o lema desta candidatura, que apresenta a ex-jornalista e atual professora Ivone Marques, de 49 anos, como cabeça de lista à Assembleia Municipal.
A candidatura propõe-se ainda “devolver a voz a todos os cidadãos de Viana do Castelo, frequentemente ignorados pela autarquia sempre que decisões estruturantes são tomadas, como foi o caso da adesão à Águas do Alto Minho”.
O partido defende a devolução da gestão das redes de abastecimento de água em baixa e de saneamento básico a cada um dos municípios que a integram.
A AdAM é detida em 51% pela Águas de Portugal (AdP) e em 49% pelos municípios de Arcos de Valdevez (PSD), Caminha (PS), Paredes de Coura (PS), Ponte de Lima (CDS-PP), Valença (PSD), Viana do Castelo (PS) e Vila Nova de Cerveira (Movimento independente PenCe – Pensar Cerveira), que compõem a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho. Três concelhos do distrito – Ponte da Barca (PSD), Monção (PSD) e Melgaço (PS) – reprovaram a constituição daquela parceria.
A ameaça da prospeção minerais na serra D’Arga é outra das preocupações da candidatura. A serra abrange uma área de 10 mil hectares nos concelhos de Caminha, Vila Nova de Cerveira, Viana do Castelo e Ponte de Lima, dos quais 4.280 hectares se encontram classificados como Sítio de Importância Comunitária.
Nas autárquicas de 2017, o PS conquistou 53,68% dos votos e garantiu seis mandatos. O PSD atingiu os 21,25% e dois mandatos e a CDU alcançou 8,11%, ficando com um eleito.




















