Regional
Caminha: Esculturas homenageiam António Pedro
18 Agosto 2021, 11:54
Foi apresentado, no Auditório António Pedro, em Moledo, as obras resultantes da sua residência artística em Caminha. Promovido pelo MINHO IN e com a coordenação da Zet Gallery, no âmbito do projeto AMAR O MINHO, são duas as esculturas que homenageiam agora António Pedro. "Mulher-Cão" e "A Ilha do Anjo" , são as esculturas que dão o tributo à personalidade de Moledo.
Completaram-se ontem 55 anos da morte de António Pedro que viveu desde os 4 anos de idade em Moledo, tornando-se a maior figura do teatro, da literatura e artes plásticas, fazendo parte da primeira geração de surrealistas portugueses.
Pedro Figueiredo, escultor responsável pela criação das esculturas que homenageiam António Pedro, revelou que tentou “entrar” no seu mundo.
Referindo-se a Moledo como um local ” perfeito e de grande beleza”, sublinhando que António Pedro havia sido “criança aqui” motivo pelo o qual o Anjo, foi colocado no lugar mais alto. Anjo este, cujas asas formam um coração perfeito.
Com residência artística entre os dias 9 e 16 de agosto, período de trabalho ao vivo no próprio Auditório António Pedro, Pedro Figueiredo, produziu uma peça em gesso que vai ficar no Museu Municipal de Caminha. O artista agradeceu o acolhimento da Câmara de Caminha destacando toda a colaboração dos profissionais do Município.
Miguel Alves, presidente da Câmara de Caminha agradeceu também a todos os intervenientes e destacou que esta teria sido a “solução feliz encontrada” para homenagear António Pedro:
“Queríamos algo que permitisse escrever novos capítulos e fomos felizes”. sublinhou Miguel Alves visto juntar três realidades importantes: pedra, mar, céu e gentes.
“Somos um concelho que é capaz de questionar a cultura. Acho que António Pedro gostaria do que a obra é e do que vai ser e estou particularmente satisfeito pela forma como conseguimos homenageá-lo”, sublinhou Miguel Alves.
O Autarca refere-se à Praia de Moledo como “uma espécie de galeria”, recordando que está presente na obra de vários autores como, Mário Césariny, Sara Afonso e Almada Negreiros.
Miguel Alves lembrou que a cultura e as artes estão presentes na vivência do concelho, recordando vários eventos, tais como a “Arte na Leira”, exposições sobre circunavegação, fotografia e história da Maçonaria, estando também a decorrer vários concertos que integram o programa cultural de verão do Município.
























