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Ex-aluna do IPVC cria tapeçarias decorativas para parede e abre empresa

Rádio Alto Minho

23 Agosto 2021, 10:48

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Ana Miguel Silva completou a licenciatura de Design do Produto e Mestrado em Design Integrado na Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG) do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC). Com tapetes feitos com base ma técnica tufting, Ana Miguel Silva, quando ingressou no curso de Design do Produto ESTG, estava longe de imaginar que ia ter a sua própria empresa.

A viver em Vila Nova de Famalicão, a antiga aluna do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, aproveitou os tempos de pandemia para se desafiar, visto e tendo em conta as conjunturas pandémicas, não rececionar qualquer resposta a nenhum dos currículos enviados

Com a mãe e avó como fonte de inspiração, Ana Maria, que sempre acreditou que estava vocacionada para os interiores, descobriu outra paixão. Quando entrou para o curso da ESTG-IPVC, tinha como foco os interiores, até porque ganhou o “bichinho” com a avó que trabalhava na área da decoração

No segundo confinamento, o namorado de Ana, queria oferecer-lhe um tapete e foi aí que surgiu a ideia de a jovem criar o seu próprio tapete. “Comecei a explorar como funcionava e como podia produzir tapetes. Investi um bocadinho em materiais e comecei a experimentar a técnica de tufting”, contou a jovem de Vila Nova de Famalicão, admitindo que o processo “correu muito bem”.

Foi um pequeno passo até se tornar um negocio, “A máquina chegou, mas o tecido estava mais demorado, já que não existe o tecido em Portugal. Então, andava a arrumar a garagem da minha avó, local onde começou o negócio ligado à decoração, e a minha mãe encontrou um tecido. As minhas primeiras telas foram experiências que fiz com esse tecido”, revelou Ana Miguel, admitindo que quando o tecido chegou já estava apta para fazer tapetes. “Com a ajuda de vídeos no Youtube e em contactos com artistas que já trabalham com esta técnica no estrangeiro fui percebendo qual o melhor material a usar”, referiu a jovem empresária, confirmando que aos poucos foi aperfeiçoando a técnica.

Ana Miguel desafiada por familiares e amigos transformou a tapeçaria em obra de arte para colocar na parede “tive dois amigos que me deram liberdade total para fazer peças para eles”, recordou Ana Miguel, que criou a empresa AMiguel no início deste ano.

As tapeçarias decorativas para parede, feitas com técnica de tufting, que é uma técnica mais moderna onde é utilizada uma pistola pneumática para obter arte têxtil volumosa e colorida. O desenho é criado a partir de pinturas, de cores e de imagens que vai gostando e depois é projetada para a tela. A partir daí é só começar a disparar com a pistola pneumática e seguir as linhas do desenho, sendo que de um lado só se vê os pontos e do outro lado nasce o tapete.

Os tapetes de decoração personalizados, a gosto de cada cliente e já chegaram a países como a Alemanha, a Bélgica ou a França. “Ainda são pequenas encomendas, mas também não tenho capacidades para produzir mais. Neste momento, sou só eu a produzir e tenho a ajuda da minha mãe”, destacou a jovem, confidenciando que “cada tapete é uma nova experiência”.

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