Autárquicas: Coligação PSD/CDS-PP de Viana do Castelo quer devolver IRS aos munícipes
22 Setembro 2021, 9:51
O cabeça de lista da coligação PSD/CDS-PP à presidência da Câmara de Viana do Castelo quer devolver o poder de compra aos cidadãos restituindo os 5% do IRS e isentar de derrama as empresas instaladas no concelho.
“Assumimos que eliminaremos os 5% do IRS, devolvendo esse dinheiro aos cidadãos, e assumimos a redução do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) e a isenção da derrama municipal cobrada às empresas”, afirmou Eduardo Teixeira.
O cabeça de lista da coligação PSD/CDS-PP lamentou que Viana do Castelo seja “das cidades mais caras do país para se viver”.
“Se estivéssemos no concelho de Lisboa pagaríamos 2,5%[IRS]. Se estivéssemos em Ponte de Lima pagávamos zero. Viana do Castelo tem a taxação máxima permitida por lei sobre os cidadãos, o que faz com que 5% seja uma penalização no poder de compra”, sustentou o economista, de 49 anos.
Segundo Eduardo Teixeira, que é também deputado do PSD na Assembleia da República, “um cidadão de Lisboa, capital de Portugal, paga menos e tem tudo”.
“Viana do Castelo tem problemas nos transportes, no estacionamento, na mobilidade. Viana do Castelo tem inúmeras questões por resolver e um cidadão de Viana do Castelo não pode pagar mais que um cidadão de Lisboa. É injusto”, afirmou.
Referiu que, “na última década, Viana do Castelo, foi o concelho que mais perdeu população” e que “cada vianense tem menos poder de compra que um cidadão de Beja, de Braga, de Bragança, de Évora, de Castelo Branco, de Portalegre”.
Eduardo Teixeira adiantou que ao propor prescindir desta receita, a candidatura que lidera “está a dar poder de compra aos cidadãos e a injetar dinheiro na economia local”.
Sobre a derrama municipal defendeu a isenção por considerar que “a coleta que incide sobre os lucros penaliza as empresas que, neste momento, estão a passar por inúmeras dificuldades”.
“Algumas câmaras do distrito de Viana do Castelo para conseguirem atrair investimento isentam as empresas. E nós também temos de isentar”, defendeu.





















