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Autárquicas: PS lamenta “falta de ideias” e “campanha negativa” em Viana do Castelo

Rádio Alto Minho

24 Setembro 2021, 11:52

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O candidato do PS à presidência da Câmara de Viana do Castelo lamentou não ter sido “desafiado” para o debate de ideias que deve pautar a campanha eleitoral e criticou a “coligação negativa” dos seus adversários.

“Os períodos de campanha são para debater ideias. Era o desafio que pretendia e que esperava, e que não aconteceu (…). A seriedade e o trabalho continuarão a vencer o ataque pessoal. Os cidadãos exigem de nós proatividade, debate de ideias e, lamento, isso não aconteceu”, afirmou Luís Nobre.

O cabeça de lista do PS à liderança da capital do Alto Minho, que falava aos jornalistas na estação de caminho-de-ferro, no final de uma viagem de comboio entre Barroselas e Viana do Castelo, disse que a sua candidatura “construiu um programa sólido e consistente” e lamentou “a excessiva crítica destrutiva das últimas semanas”.

“Foram meses de preparação do nosso programa, semanas de pré-campanha e 15 dias de campanha eleitoral que nos permitiram tirar uma conclusão clara: só há uma candidatura que apresenta uma proposta sustentada e objetiva para o futuro de Viana do Castelo, [que é] a nossa”, afirmou Luís Nobre.

Para o cabeça de lista do PS, a campanha eleitoral “demonstrou que houve uma conjugação e uma mobilização negativa contra a candidatura socialista”.

“À direita não há dúvidas: as críticas eram concertadas, havia uma estratégia. As pessoas têm de entender que os vianenses têm inteligência. É um momento especial de transição [na liderança da autarquia, com a saída do socialista José Maria Costa por limitação de mandatos]. Se há momento em que os vianenses iam estar atentos era este. A esquerda, em alguns momentos, também se deixou levar e associou-se a essa forma de estar. Acho que não estou a dizer nada surpreendente”, sustentou.

Já o PS, segundo Luís Nobre, “pautou” a sua “atuação em perspetivar o futuro” numa “campanha positiva, que estabeleceu compromissos com as pessoas”.

Destacou “o compromisso de cidadania ao mandatar 48 cidadãos do concelho para acompanharem a concretização das 48 medidas prioritárias definidas para os 48 meses do próximo mandato autárquico”.

“Não fizemos promessas em vão. Há muito trabalho feito em Viana do Castelo e sabemos que há muito também para fazer, mas sem ser necessário estar permanentemente a dizer mal gratuitamente. O que concluímos é que somos a única lista coesa, experiente e capaz de liderar o concelho na retoma económica do pós-pandemia, sem deixar ninguém para trás”, destacou, apelando ao voto nas eleições de domingo.

O candidato socialista encerra hoje a campanha eleitoral com um comício no Largo das Neves, comum às freguesias de Barroselas, Mujães e Vila de Punhe.

A construção de três unidades de saúde, a criação de cinco novas zonas empresariais e de um centro logístico para gerar mais de cinco mil empregos, a nova ponte sobre o rio Lima, a nova ligação da Autoestrada A28 ao Vale do Neiva e a candidatura do centro histórico a Património Mundial da UNESCO foram algumas “das 48 medidas concretas” que elencou, “em alguns casos com trabalho já em curso pelo município”.

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