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Eixo Atlântico: Plano de Mobilidade Urbana Sustentável penaliza automóvel

Rádio Alto Minho

03 Novembro 2021, 10:44

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A Associação Eixo Atlântico apresentou, ontem, na Povoa de Varzim, o Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUSEA), com propostas para as 39 cidades do Norte de Portugal e da Galiza.

O atual modelo de mobilidade traz “custos económicos”. A questão que se coloca refere a importância de “expulsar o veiculo privado das cidades”.

O V Seminário de Intercâmbio de Experiências no Âmbito da Sustentabilidade, teve no coordenador do estudo, Francesc Càrdenas, uma figura central, pois explicou que a mobilidade urbana do futuro será necessariamente elétrica e compartilhada.

Para Càrdenas “o transporte público, não o privado, deve mandar na mobilidade urbana”.

Com propostas concretas para cada cidade que integra o Eixo Atlântico, o PMUSEA assenta no conceito do transporte público, como elemento estrutural do modelo de cidade, com pontos de acesso para todos os residentes num raio de 300 metros, apostando nas deslocações internas em veículo particular nos centros urbanos a não ultrapassarem os 25%.

O ecologista urbano, diz ser admissível que mais de 60% do espaço público das cidades , que hoje pertence ao automóvel, seja devolvido aos peões.

Na plateia autarcas e técnicos municipais do Norte de Portugal e da Galiza, escutaram a análise que fez do estado atual das urbes da euro região, com “consumo energético excessivo, o ruido e a má qualidade do ar”, que mais não são do que “disfunções atuais” da vida urbana resultantes de um modelo de mobilidade assente no transporte particular, as quais devem ser tidas em conta no atual “contexto de emergência climática”.

O PMUSEA está em linha com o Pacto Ecológico Europeu, tendo os seus onze  autores, diagnosticado uma excessiva dependência do automóvel privado para percursos que podem ser feitos a pé ou de bicicleta e um aumento da taxa de motorização nas nossas cidades.

A ocupação dispersa do território, garante “vai impedir o transporte público de funcionar”, e diz ser “a cidade compacta a que melhor potencia a eficácia do transporte público”.

A densidade habitacional ideal situa-se entre 100 a 300 habitantes por hectare.

O que se passa no Norte de Portugal e na Galiza mostra-nos dispersão do edificado, com zonas de baixa densidade ligadas apenas pelo automóvel privado. Face a este cenário, deve “avançar-se para um modelo de ocupação muito mais compacto”, sublinha a Agenda Urbana do Eixo Atlântico.

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