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Cerca de 14 mil estudantes formados em 30 anos de Politécnico de Viana

Rádio Alto Minho

11 Maio 2016, 12:53

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O Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) formou, nas últimas três décadas, cerca de 14 mil alunos nas seis escolas que possui em quatro concelhos do Alto Minho, apresentando, em média, uma taxa de empregabilidade de 88%.

De acordo com os dados fornecidos pelo IPVC, a propósito do 30.º aniversário da instituição de ensino superior que vai ser assinalado na sexta-feira, os 4.156 alunos matriculados este ano letivo são provenientes do Alto Minho, 49,1%, 39,6% de Braga, e do Porto, 10,6%.

O IPVC tem seis escolas, de Educação, Tecnologia e Gestão, Agrária, Enfermagem, Ciências Empresariais, Desporto e Lazer, ministrando 24 licenciaturas, 38 mestrados, 34 Cursos de Técnicos Superiores Profissionais (CTESP) e outras formações de caráter profissionalizante.

Além da capital do Alto Minho, Viana do Castelo, o IPVC, “o primeiro politécnico do país a ter toda a formação superior, serviços de apoio social e elaboração de estudos e projetos certificados pelo Sistema de Gestão da Qualidade pela Norma Internacional ISO 9001”, tem escolas superiores instaladas em Ponte de Lima, Valença e Melgaço.

Com 323 docentes, 55% com doutoramento, e 170 funcionários, a instituição ministra cursos em oito áreas científicas desde as artes, ao ‘design’ e humanidades, ciências da engenharia e tecnologias, ciências da vida e da terra, ciências económicas e empresariais, ciências exatas, educação e ciências sociais e eletrotecnia e informática.

Dos 4.156 alunos matriculados no ano letivo em curso, 1.577 têm bolsa de estudo, sendo que a instituição tem 433 camas nas três residências de estudantes, sete restaurantes e oito bares onde serve, por ano letivo, 130 mil refeições. Este ano letivo a instituição baixou o preço das refeições de 2,40 para 2,35 euros, com o objetivo de “eliminar as barreiras para as famílias com menores condições financeiras”.

O ‘bus’ académico, serviço de transporte que permite que os alunos de fora dos concelhos onde funcionam as escolas do IPVC possam regressar a casa todos os dias, com o preço do bilhete a oscilar entre os 45 cêntimos e 1,80 euros por dia, evitando assim os custos com a habitação, e a lavandaria ‘low-cost’, para alunos deslocados, são dois projetos iniciados este ano letivo para “reduzir os custos de frequência no ensino superior”.

Além das parcerias que desenvolve com as instituições e o tecido empresarial da região norte, “entre 2008 e 2016 o IPVC participou em 76 projetos, 52 nacionais e 24 internacionais, num total de financiamento superior a 13 milhões de euros”.

No mesmo período, “a instituição prestou serviços a empresas e instituições, que totalizaram mais de quatro milhões euros”.

Em abril passado, o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor referiu que o IPVC “é uma das instituições mais bem colocadas, em Portugal, para se diferenciar num quadro europeu”, destacando “os projetos e ações particularmente inovadoras e adaptadas ao contexto local”, nas áreas da viticultura, agroalimentar, saúde, industrial, e pescas, entre outras.

“Estamos numa grande instituição politécnica e particularmente inserida no contexto local do Alto Minho que vem confirmar o papel crítico que os politécnicos desempenham no desenvolvimento das regiões, pela sua forma de estar perante o conhecimento”, frisou à margem de uma visita que realizou a algumas das IPVC.

“Este é, certamente, um caso de sucesso do ensino politécnico e é com estes casos de sucesso que podemos mostrar mais aos portugueses o papel crítico que o ensino politécnico hoje desempenha”, reforçou.

Após a sessão solene, na sexta-feira, às 10:00, no auditório Professor Lima de Carvalho, decorrerá uma palestra com a presença do presidente do Conselho da Cultura Galega e professor catedrático da Universidade de Santiago de Compostela, Rámon Villares sob o tema “Terras do Minho: Unidade e Diversidade”.

“Estará em particular ênfase a nossa ligação com a Galiza, tão antiga, quanto merecedora da nossa maior e constante atenção, porque ela é um dos êmbolos fundamentais para o desenvolvimento da nossa região”, afirmou o presidente do IPVC, Rui Teixeira.

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