Estudo de reconfiguração do Portinho de Vila Praia de Âncora está em Marcha
31 Janeiro 2022, 11:10
A Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM) e a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) deslocaram-se a Vila Praia de Âncora para reunir com os pescadores. Em cima da mesa esteve a dragagem efetuada ao Porto de Mar e o estudo de reconfiguração do Portinho.
Para o presidente da Câmara Municipal de Caminha, Miguel Alves, “estamos a cumprir com a nossa palavra e estamos, sobretudo, a cumprir com o nosso dever. Desde que cheguei à Câmara de Caminha, sempre ouvi os pescadores profissionais e desportivos de Vila Praia de Âncora dizerem que o desenho do Portinho estava errado, que estavam pior com o novo Porto de Mar do que estava antes de ele ser construído e que nunca tinham sido ouvidos por parte das instituições, mesmo das autárquicas. Agora o estudo está a avançar como tinha sido prometido, e os pescadores estão a ser ouvidos e vão contribuir para a solução”.
A liderar a equipa do estudo está Trigo Teixeira, Professor do Instituto Superior Técnico. O objetivo passa por propor uma nova configuração para o porto de Vila Praia Âncora de forma a minimizar as condições de assoreamento, a reduzir substancialmente as necessidades de dragagem de manutenção, e, sobretudo, a melhorar as condições de segurança para as embarcações no acesso ao porto. Do estudo deverá resultar o desenho de um novo layout do porto, já com as correções necessárias, com vista a proceder-se à respetiva avaliação do impacto ambiental e à concretização das intervenções conjuntas da DGRM e da APA.
O autarca de Caminha destaca ainda “a persistência e trabalho da Associação de Pescadores e a resiliência e contributo dos diferentes pescadores que nos ajudaram a refletir sobre o que é necessário fazer. A realização deste estudo é uma grande vitória da comunidade piscatória.”
O contrato para dragagem do Portinho está já assinado e garante a manutenção da infraestrutura até 2023.
A última dragagem efetuada em Vila Praia de Âncora resultou num investimento de 1.722.000 euros, financiado pelo Programa Operacional de Sustentabilidade e eficiência no uso de Recursos (POSEUR) com a DGRM.























