Manoel Batista assume a vice-presidência da rede europeia RegrowTown
04 Fevereiro 2022, 15:18
Manoel Batista, autarca do município de Melgaço, assume a vice-presidência da rede europeia RegrowTown, que visa dar voz audível e granjear o reconhecimento junto das Autoridades Europeias, do mérito e particular contexto dos aglomerados urbanos com menos de 50.000 habitantes.
“Ambicionamos que os aglomerados urbanos de todas as dimensões devam ser apoiados através de iniciativas de política que fomentem soluções em escalas diferentes. Só então pode a aceitação e o suporte dos ideais europeus ser salvaguardado e desenvolvido junto dos muitos cidadãos que vivem nas nossas pequenas cidades.”, atenta Manoel Batista.
“Enquanto as grandes cidades e as suas áreas metropolitanas se encontram em crescimento, atraindo residentes apesar dos conhecidos problemas crescentes, entre outros, com habitação, mobilidade, e impacto ambiental, simultaneamente, as pequenas cidades perdem população e veem diminuída sua relevância para famílias trabalhadoras e jovens profissionais, apesar de quase sempre proporcionarem reconhecidos índices de qualidade de vida, mas sobretudo cumprindo tantas vezes, indispensáveis funções administrativas e de serviço regional”, realça o autarca melgacense.
“Todas as cidades europeias (pequenas, médias ou mesmo grandes) necessitam de apoio no que respeita à provisão de funções sociais e económicas essenciais. Sentimos por isso que o financiamento orientado ao desenvolvimento urbano, deve distribuir-se de forma mais igualitária, sendo que os programas e fundos de consolidação estruturais, devem ser acessíveis a todos os municípios, independente da sua dimensão”, conclui.
A RegrowTown foi fundada por um conjunto de pequenas regiões da Europa, Altena, na Alemanha, Idrija, na Croácia, Nyirbator, na Hungria, Aluksne, na Letónia, Isernia, em Itália, Manresa, em Espanha, Igoumenitsa, na Grécia, e Melgaço, em Portugal, e que integraram a rede Re-GrowCity patrocinada pelo URBACT. São regiões que têm experiência comprovada na adoção de práticas inovadoras em contextos de severa restrição de recursos sendo capazes de ativar a sociedade civil e promover a reanimação urbana, nomeadamente pelo uso temporário dos edifícios e espaços comerciais devolutos, com pouco ou mesmo nenhum financiamento externo.





















