PSD quer fronteira do Alto Minho incluída nos descontos do gasóleo profissional
18 Maio 2016, 11:02
A comissão política distrital do PSD de Viana do Castelo reclama a integração das transportadoras de mercadorias situadas na fronteira do Alto Minho com a Galiza no projeto-piloto do governo que prevê descontos no gasóleo profissional.
A criação de descontos para as transportadoras de mercadorias nos postos de gasolina em quatro zonas de fronteira com Espanha no segundo semestre do ano foi anunciado na segunda-feira pelo ministro Adjunto, Eduardo Cabrita, que revelou a intenção de alargar aquele regime a todo o país, em 2017.
Em comunicado a comissão política distrital do PSD de Viana do Castelo “lamentou e criticou a não inclusão de nenhuma fronteira da região no projeto-piloto de zonas raianas de abastecimento de gasóleo para camiões pesados de transporte de mercadorias, considerando que é uma discriminação negativa para a região e para a sua economia”.
“A comissão política distrital do PSD defende a correção do erro por parte do Governo”, lê-se naquela nota.
Segundo anunciou o ministro Adjunto, Eduardo Cabrita, aquele regime vai ser testado, experimentalmente, nas fronteiras de Quintanilha, Vilar Formoso, Caia e Vila Verde Ficalho.
Para o PSD de Viana do Castelo a não inclusão da fronteira da região representa “uma dupla discriminação negativa”.
“Por um lado, apenas um sector da atividade económica é abrangido pela medida do governo socialista e por outro, excluiu-se uma região que tem na sua ligação internacional uma das suas maiores potencialidades de desenvolvimento económico”, sublinhou o presidente da estrutura partidária, Carlos Morais Vieira, citado naquela nota.
O responsável considerou ser “lamentável que esta decisão tenha sido aceite com total passividade pelos deputados socialistas eleitos pelo distrito e que as autarquias do PS da região não tenham tido qualquer força de pressão junto dos governantes”.
“Pertencem ao partido do Governo e não o conseguiram sensibilizar para esta questão que é fundamental economicamente para a região, a qual tem várias empresas de transportes internacionais sediadas no seu território”, acusou.
O presidente da distrital social-democrata realçou que na fronteira entre Valença, no Alto Minho e a Galiza passam, diariamente, cerca de 25 mil veículos.
“Não podemos permitir que a região seja excluída e exige-se ao Governo, que ainda vai a tempo, de corrigir este erro”, defendeu Carlos Morais Vieira.
Foto: www.facebook.com





















