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Ex-trabalhadores da Aurélio Martins Sobreiro recebem amanhã última tranche dos créditos

Rádio Alto Minho

28 Junho 2016, 17:31

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Os 287 ex-trabalhadores da construtora Aurélio Martins Sobreiro (AMS) vão receber, na quarta-feira, 29 de junho, a última tranche dos créditos, cerca de 2,2 milhões de euros. O anúncio do pagamento daquele montante foi anunicado no sítio da Internet do administrador da insolvência.

Em causa está o segundo rateio parcial que vai permitir liquidar “na íntegra” as dívidas àqueles antigos funcionários.

O requerimento a solicitar autorização ao tribunal de Viana do Castelo para distribuir mais de 2,2 milhões de euros pelos antigos funcionários deu entrada em maio passado e foi despachado elo juiz já no início deste mês.

No primeiro rateio, realizado em junho de 2015, o administrador da insolvência, Nuno Oliveira da Silva, distribuiu de 2,5 milhões de euros resultantes da venda, por 5,5 milhões de euros, da participação da AMS, que fechou em 2012, nas ex-scut do Norte Litoral e do Algarve.

Na autorização enviada ao tribunal em maio passado e que a Lusa consultou no sítio da internet, o administrador de insolvência, Nuno Oliveira da Silva destacou “a conclusão das transmissões das participações sociais, conforme deliberação tomada na assembleia de credores de dezembro de 2015, tendo a massa insolvente recebido um valor de quase cinco milhões de euros”.

Adiantou que “a sentença de verificação e graduação dos créditos reclamados foi proferida não tendo sido objeto de qualquer recurso, tendo nessa conformidade já transitado em julgado”.

“Estão assim reunidas as condições para que se realize um novo rateio parcial tendo por objeto a distribuição parcial da receita existente pelos créditos laborais que se encontram graduados à frente dos restantes créditos”, sustentou no requerimento.

O património da empresa começou a ser vendido em abril de 2014, com o leilão dos bens móveis, para garantir o pagamento de parte dos créditos devidos.

Entre os equipamentos que integravam a massa insolvente contavam-se, sobretudo, diversos tipos de maquinaria e máquinas pesadas, além de cerca de meia centena de viaturas.

A empresa, que chegou a ser a maior construtora do Alto Minho, foi fundada em 1970 e cessou definitivamente a atividade em dezembro de 2012.

Foi declarada insolvente em outubro de 2011 quando 860 credores reclamavam uma dívida de cerca de 39 milhões de euros, dos quais 4,7 milhões de euros são relativos aos trabalhadores.

Com sede em Viana do Castelo, a AMS foi responsável por obras públicas em todo o país e chegou a estar presente, com atividade própria, em Angola e Moçambique.

 

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