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Presidente da Associação Empresarial de Viana considera “inconcebível” a A28 não ter descontos

Rádio Alto Minho

20 Julho 2016, 13:15

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Luís Ceia, o presidente da Associação Empresarial de Viana do Castelo (AEVC) diz ser “inconcebível” que a autoestrada A28, que liga aquela cidade ao Porto, não tenha sido incluída na lista de ex-scut que vão beneficiar de descontos de 15% no valor das portagens.

“É inconcebível que a autoestrada A28 tenha ficado fora destes descontos. Apesar do Alto Minho ter evoluído muito ainda estamos muito longe dos patamares de desenvolvimento desejáveis. O Produto Interno Bruto (PIB) da região continua muito abaixo da média nacional”, afirmou o presidente da AEVC que representa cerca de 1.300 empresários de Viana do Castelo, Caminha, Vila Nova de Cerveira, Valença e Paredes de Coura.

“Lamentamos profundamente que não ter sido atendidos numa luta que não é de agora. Precisamos que nos ajudem e que não nos coloquem obstáculos à nossa atividade”, sustentou o responsável que é também presidente líder da Confederação Empresarial do Alto Minho (CEVAL).

Além dos descontos no valor das portagens, a AEVC reiterou a necessidade da eliminação do pórtico de Neiva da A28 que encontra-se precisamente à entrada de uma zona industrial do concelho.

“Este pórtico constitui uma incongruência altamente discriminatória e penalizadora para aqueles que numa relação de proximidade querem trabalhar, produzir e viajar. Tal pórtico constitui um entrave aos movimentos pendulares, intra e inter concelhios sem que nada justifique a sua implantação no local”, sustentou Luís Ceia.

O responsável sublinhou que o recente anúncio feito, na semana passada pela ministra do Mar em Viana do Castelo aquando da visita do primeiro-ministro António Costa à região da criação, até 2018, de novos acessos rodoviários ao porto de mar da cidade “vem reforçar a pretensão de eliminação daquele pórtico”.

“Se já agora não se justifica a sua localização com a criação desses novos acessos o pórtico constituirá um forte constrangimento à atividade empresarial”, defendeu.

Para o líder da AEVC e da CEVAL a eliminação daquele pórtico seria uma “medida reduzida mas eficaz, um incentivo à circulação de pessoas e bens provocada pela maior facilidade de acesso e diminuição dos custos associados”.

 

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