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Acionado plano distrital de emergência para o Alto Minho

Rádio Alto Minho

09 Agosto 2016, 0:44

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A Comissão Distrital de Proteção Civil (CDPC) de Viana do Castelo acionou, segunda-feira, o Plano Distrital de Emergência (PDE) “face ao número de incêndios, ao esgotar dos meios de combate, assim como às condições meteorológicas para os próximos dias”.

A decisão foi tomada cerca das 23:00 em reunião realizada no Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Viana do Castelo, “na sequência da vaga de incêndios florestais, verificados nos dias últimos dias com o agravar da situação na, segunda-feira”.

No final do encontro, em declarações à Agência Lusa, o presidente da CPPC, José Maria Costa, justificou a decisão com “a dificuldade de meios e a extensão e gravidade da situação” registada no Alto Minho, adiantando que com a ativação daquele plano “podem ser reforçados os meios que possam salvaguardar as pessoas e bens”.

“Estamos a viver uma situação muito crítica”, sustentou, acrescentando que a região está a enfrentar “uma situação excecional”.

“Já houve já contactos com a secretaria de Estado da Administração Interna. Já temos duas equipas de reforço a caminho. Estão ser preparados meios aéreos para o início da manhã de terça-feira.

A ativação deste plano significa que será possível pedir um apoio extraordinário ao governo, algo que já aconteceu na região. Em agosto de 2005 foi acionado na sequência de um grande número de incêndios florestais em simultâneo, pelo seu tempo de duração, pela área ardida e pelo risco causado às populações, em especial nos concelhos de Viana do Castelo, Valença, Paredes de Coura e Ponte de Lima. Na altura, foi evacuado o hotel de Santa Luzia, na capital do Alto Minho.

O comandante distrital do CDOS de Viana do Castelo, Armando Silva, explicou que “o distrito conta com muitas ocorrências ativas, várias de grande dimensão e que já se arrastam há alguns dias” e  que “estão a caminho dois grupos de reforço e equipas de posto de comando Coimbra, Bragança”, entre outros.

“O que mais nos preocupa são os incêndios de Covas (Vila Nova de Cerveira) e Cabração (Ponte de Lima) que lavram num interface florestal periurbano que nos está a obrigar a defesa de muitas habitações em diversas aldeias. O incêndio de Cabração já entrou no concelho de Viana do Castelo, em Vilar de Murteda e Meixedo””, afirmou aquele responsável.

O comandante do CDOS salientou ainda o caso da freguesia de Cabana Maior, em Arcos de Valdevez, adiantando que o fogo “está a obrigar a um combate muito duro em ambiente de serra”.

“Já houve necessidade de evacuar alguns locais e retirar pessoas das habitações”, disse Armando Silva, referindo que “não há feridos a registar entre a população” e que apesar de “alguns” operacionais intoxicados com fumos “não há nada de grave a lamentar”.

Segundo Armando Silva “estão no teatro de operações, alguns de grandes dimensões mais de 570 operacionais”.

Na noite de segunda-feira, o concelho de Arcos de Valdevez foi o primeiro do distrito de Viana do Castelo a acionar o plano municipal de emergência. Na altura, em declarações à Lusa o vereador da proteção civil municipal de Arcos de Valdevez, Olegário Gonçalves revelou que a decisão tinha sido tomada face à situação “dramática” que se vive no concelho , palco de vários incêndios.

Olegário Gonçalves adiantou que o hotel do Mezio, no Parque Nacional da Peneda Gerês (PNPG) “já foi evacuado” e os residentes de 50 habitações do lugar de Vilar de Suente, no Soajo, “foram abrigados dentro de uma capela da aldeia, até o fogo passar para serem retirados para uma zona segura”.

“É, sobretudo, população idosa. Por causa do fogo e do fumo decidimos retirar as pessoas e colocá-las em segurança”, afirmou o responsável que referiu ” há vários incêndios preocupantes no concelho” e “um bombeiro ferido no fogo da Gavieira”, no Parque Nacional da Peneda Gerês (PNPG).

O incêndio no lugar de Selim, na freguesia de Couto, e “a propagação para Cabana Maior são as situações que mais preocupam”.

A mesma decisão viria a ser tomada pelo concelho de Ponte de Lima, que teve que evacuar a aldeia de Cerquido.

“Há habitações em perigo no lugar de Mãos, freguesia de Estorãos devido à proximidade do fogo que lavra descontrolado”, disse, na altura à Lusa o vereador com a área da proteção civil municipal, Vasco Ferraz.

Acrescentou que o “cenário que se vive no concelho é muito preocupante e afeta cerca de sete freguesias, situadas na zona norte do concelho”.

“Não temos ninguém para mandar para esses locais. Não há como mandar meios para esses locais porque não temos operacionais nem veículos. Limitamo-nos a evacuar os locais mais afetados”, afirmou Vasco Ferraz.

O vereador da proteção civil municipal adiantou que o fogo que atinge a freguesia de Cabração “está muito mau e a chegar ao centro da aldeia”.

O responsável adiantou que a Câmara de Ponte de Lima “já pediu reforço de meios para o concelho porque o Comando Distrital da Proteção Civil não consegue dar resposta a tantas solicitações”.

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