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Autarca de Viana diz que situação dos incêndios “está muito complicada” em todo o distrito

Rádio Alto Minho

09 Agosto 2016, 14:56

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O presidente da Câmara de Viana do Castelo e da Comissão Distrital de Proteção Civil disse esta tarde à RAM que a situação dos incêndios florestais que assolam o Alto Minho “está muito complicada” devido ao vento forte e às elevadas temperaruras. José Maria Costa adiantou que para além dos dois aviões pedidos a Espanha, o secretário de Estado da Administração Interna já deslocou para a região mais dois meios aéreos.

Segundo José Maria Costa estão “ativos” no distrito 11 incêndios, combatidas por mais de 501 operacionais e três meios aéreos (dois aviões em Ponte de Lima e um helicóptero pesado em Mezio, Arcos de Valdevez).

Entre estes 11 incêndios que afetam o distrito, o presidente da CDPC destaca “quatro mais graves”, em Cabração e Calheiros, concelho de Ponte de Lima, em Cabana Maior, Arcos de Valdevez, e em Vilar de Murteda e em Nogueira, Viana do Castelo.

José Maria Costa adiantou ainda que uma casa foi “consumida pelas chamas”, em Escusa, Ponte de Lima.

No concelho de Viana do Castelo, vários anexos e alfaias agrícolas foram destruídos pelo fogo, acrescentou.

Em Meixedo, no mesmo concelho, “ardeu parte de uma fábrica desativada”, referiu.

Também o comandante dos Bombeiros Municipais de Viana do Castelo, António Cruz, manifestou-se  “muito preocupado” com o evoluir dos incêndios durante a tarde.

“Se as condições climatéricas e do vento forem iguais às de segunda-feira, vai ser muito complicado. Temos pequenas frentes a arder livremente por falta de acessos e que a todo o momento podem, ou não, transformar-se em frentes com alguma dimensão”, afirmou o responsável.

O comandante disse que a madrugada de hoje foi “muito complicada”, com “as chamas a galgarem metros em segundos”, uma situação “nunca vista”.

Apesar da intensidade do fogo, António Cruz afirmou que “não se registaram feridos entre os operacionais ou entre a população”.

O responsável referiu “a destruição de uma viatura que se encontrava no interior de um anexo que ardeu em Nogueira”.

Hoje, as situações “mais complicadas” estão em Nogueira, Vilar de Murteda, Meixedo, São Lourenço da Montaria e Outeiro.

Devido a este fogo, o trânsito foi hoje cortado durante cerca de 30 minutos no sentido Viana do Castelo-Ponte de Lima da A27, junto à freguesia de Nogueira, disse fonte do Destacamento de Trânsito GNR.

No concelho de Arcos de Valdevez, o presidente da Câmara, João Manuel Esteves, afirmou que o fogo tem “uma dimensão muito grande”, apesar de “não estar tão perigoso como na segunda-feira”.

“O cenário é desolador. Está tudo preto”, afirmou.

 

 

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