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Cultura

Teatro do Noroeste estreia, em 2017, nova produção para dar a conhecer obra de António Pedro

Rádio Alto Minho

17 Agosto 2016, 16:57

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O Teatro do Noroeste – Centro Dramático (CDV) vai estrear em janeiro de 2017 uma peça de homenagem a António Pedro para dar a conhecer a obra do encenador, poeta, ficcionista, cronista, crítico de arte, pintor, escultor, ceramista. O anúncio foi feito hoje pelo diretor artístico da companhia profissional da cidade, Ricardo Simões.

Ricardo Simões falava no Museu de Artes Decorativas de Viana do Castelo à margem da inauguração de uma exposição de cerâmica do artista que assinala os 50 anos da sua morte, que hoje se cumprem,.

O diretor artístico do CDV explicou que o objetivo da nova produção teatral do CVD prende-se com a “necessidade de dar a conhecer o seu trabalho às gerações mais jovens”.

“É um grande vulto da cultura portuguesa desconhecido por muitos. Estabeleceu relações de amizade com Pedro Homem de Melo, António Manuel Couto Viana, Ruben A. , que foi responsável pela organização da primeira exposição da obra da pintora Vieira da Silva, em Lisboa e que expôs os seus quadros ao lado de obras de Picasso, Max, de Picabia e que conviveu com o movimento surrealista, em Paris. Queremos tirá-lo do esquecimento”, destacou.

António Pedro nasceu a 9 de Dezembro de 1909 na cidade da Praia, em Cabo Verde, no seio de uma família com ascendência minhota e irlandesa. Viveu a maior parte da sua vida em Moledo, numa casa da tia paterna. Faleceu a 17 de agosto de 1966 e encontra-se sepultado no cemitério de Seixas, em Caminha, no Alto Minho.

O novo espetáculo, que será uma coprodução com outra companhia que se escusou a revelar, irá estrear em Viana do Castelo, no teatro Municipal Sá de Miranda e “irá percorrer as escolas dos dez concelhos de distrito de Viana do Castelo e que será, igualmente.

“Temos a esperança de transitar para o Porto porque foi naquela cidade que, enquanto encenador, António Pedro teve um papel muito importante no Teatro Experimental do Porto”, adiantou.

A vereadora da Cultura da Câmara de Viana do Castelo, Maria José Guerreiro referiu a necessidade de se “fazer justiça a um ilustre desconhecido”.

“Esta homenagem é uma forma de recuperarmos a memória de António Pedro, um artista injustificadamente esquecido. É necessário e urgente fazer justiça a António Pedro. Está muito esquecido. É uma figura de quem pouco se fala. Mesmo nos meios artísticos está muito pouco estudado e trabalhado”, disse

Além da abertura da exposição, a Câmara de Viana do Castelo, em parceria com a companhia de teatro realizou ainda uma sessão evocativa, intitulada “António Pedro e Viana do Castelo”, que relembrou a primeira exposição de desenhos apresentada pelo artista no antigo liceu da cidade ou a utilização do forno da Fábrica de Louça de Viana para acabamento das suas peças de cerâmica.

Aquela sessão decorreu no edifício da Cooperativa Agrícola, construído em 1957, que integra dois painéis de azulejos e uma peça cerâmica concebidos pelo artista plástico.

                                      

 

 

 

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