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Militar de Ponte de Lima morreu hoje. Presidente da República garante investigação “até às últimas consequências”

Rádio Alto Minho

10 Setembro 2016, 14:37

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O Presidente da República, Marcelo de Sousa, garantiu hoje que a morte dos militares dos comandos vai ser apurada “até às últimas consequências”. Marcelo Rebelo de Sousa falava hoje de manhã à chegada a Ponte de Lima para assistir às Feiras Novas, horas antes de ter recebdido a notícia da morte de Dylan Silva, o militar natural da Gemieira, em Ponte de Lima que morreu no hospital de Curry Cabral, em Lisboa, onde aguardava um transplante urgente de fígado.

“Há uma garantia que já dei, e que repito, e que o senhor ministro da Defesa e o general Chefe de Estado Maior das Forças Armadas também já deram: é que será tudo apurado até às últimas consequências. O que se passou, exatamente como se passou, para se retirarem lições para o futuro”, afirmou Marcelo de Sousa.

O chefe de Estado disse também que o apuramento do que aconteceu no curso de comandos que resultou na morte de dois militares não lhes devolve a vida, um dos quais era natural de Ponte de lima, “um filho da terra”.

“Há uma triste coincidência no dia de hoje”, acrescentou o Presidente da República, referindo-se ao facto de estar Ponte de Lima para participar na inauguração do Centro de Interpretação da História Militar e nas Feiras Novas que decorrem até segunda-feira naquela vila do distrito de Viana do Castelo.

O presidente da República afirmou que a morte do jovem militar natural de Gemieira, Ponte de Lima, é “uma notícia dolorosa” apesar de admitir que já se “temia desde que estive no hospital, anteontem à noite, mas que esperava ardentemente que não acontecesse”.

“Na altura, falei longamente com a família a quem já transmiti as condolências do Presidente da Republica”, referiu adiantando que o faz através de mensagem por não ter conseguido falara “telefonicamente” com a família mal soube da notícia.

Marcelo Rebelo de Sousa adiantou que a morte de Dylan Silva “é uma dor para todos os nós” e para “o Comandante Supremo das Forças Armadas porque é membro das Forças Armas e experimenta a mesma dor do Exército e das Forças Armadas como um todo”.

O chefe de Estado acrescentou “não estar em causa a extinção dos Comandos” mas referiu que “uma coisa são as instituições e outra são as práticas e comportamentos”.

“Há que apurar práticas e comportamentos para verificar o que é que aconteceu”, destacou.

Questionado pelos jornalistas sobre a necessidade de maior rigor na admissão dos militares nos cursos dos Comandos respondeu: “Veremos, veremos exatamente o que se passou”.

Realçou que este caso atingiu “uma realidade extensa” pelo número de militares atingidos e, por isso, “suficientemente grave” para se apurar o que se esteve na sua origem.

“Bastaria que fosse um caso mas sendo mais que um caso, por maioria de razão para que se apurasse tudo no inquérito. Tem de se apurar exatamente o que aconteceu porque o prestígio das Forças Armadas é muito importante para o país”, disse.

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