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Paço de Anha e Quinta da Barrosa são, oficialmente, Imóveis de Interesse Municipal

Rádio Alto Minho

20 Setembro 2016, 12:07

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O Paço de Anha, datado do século XVI e a Quinta de Barrosa, de finais do século XVII, ambos situados em freguesias da margem esquerda do rio Lima, foram hoje classificados oficialmente como imóveis de interesse municipal.

O aviso da classificação foi hoje publicado em Diário da República, dando cumprimento a uma deliberação da Câmara Municipal de Viana do Castelo de 2013.

Na portaria de classificação dos imóveis, é referido que os dois imóveis “ficam apenas abrangidos pelos instrumentos de gestão territorial do concelho, designadamente pelo Plano Diretor Municipal (PDM) e respetivo regulamento, que contêm disposições que asseguram a proteção necessária ao bem classificado, não se justificando, a criação de uma zona especial de proteção”.

A classificação do Paço de Anha foi justificada pela autarquia da capital do Alto Minho pelo “valor arquitetónico, histórico e simbólico do imóvel”.

O edifício, um antigo solar ligado ao Turismo de Habitação e à produção do vinho verde, na freguesia de Vila Nova de Anha, “tem uma grande importância patrimonial para o município de Viana do Castelo, não só pela sua qualidade de arquitetura, mas também e especialmente pelo seu alto valor histórico e simbólico”.

De acordo com a proposta da Câmara Municipal, aprovada em 2013, o Paço de Anha “foi uma das casas senhoriais do Alto Minho que apoiou e eventualmente deu guarida a Dom António Prior do Crato, durante a crise de 1578/1580”.

Desde 1504 que a casa nobre pertence à família Agorreta, seus atuais proprietários. Com uma área de 50 hectares, encontra-se envolta num muro de pedra, sendo possuidora de “uma vida agrícola intensa”, com vinhas de onde sai o famoso vinho branco do Paço d’Anha.

A casa, “com arquitetura do século XVI, foi reconstruida e aumentada no século XVII, possui no seu subsolo as caves onde é feito o vinho e a aguardente. Algumas casas antigas, que eram utilizadas para guardar produtos e máquinas agrícolas, foram adaptadas ao regime de Turismo de Habitação”.

O imóvel “foi instituído após o casamento entre Maria Ferreira, filha do Prior do Crato António Cabeças, e Miguel Agorreta. Mais tarde esta família ligou-se por laços matrimoniais à família Alpuim de Viana do Castelo e foram os seus descendentes que se tornaram os atuais proprietários deste património”.

A Quinta ou Casa da Barrosa, localizada na freguesia de Vila Franca, foi “mandada construir pelo padre Barbosa e Almeida, no final do século XVII e a capela data de 1730”.

Na deliberação aprovada em 2013, a Câmara de Viana do Castelo sustentou a classificação como Imóvel de Interesse Municipal com a “riqueza histórica” do imóvel considerando tratar-se de “um notável conjunto de inegável valor patrimonial”.

 

Foto:www.pacoanha.com

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