PSD fecha autárquicas até março e em Viana não está afastada coligação com CDS
07 Janeiro 2017, 14:38
O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho afirmou hoje em Viana do Castelo que o processo autárquico do partido fica fechado até final do primeiro trimestre deste ano e revelou que na capital do Alto Minho não está afastada a possibilidade de coligação com o CDS-PP.
“Não está ainda definido. Temos um calendário nacional aprovado pelo conselho nacional. A estratégia autárquica prevê que, até ao final do primeiro trimestre deste ano, as candidaturas estejam decididas mesmo que não tenham sido formalmente apresentados”, afirmou Passos Coelho.
Sobre uma eventual coligação com o CDS-PP à Câmara da capital do Alto Minho, o líder social-democrata, que falava aos jornalistas num encontro que realizou, hoje, no hotel Axis com órgãos de comunicação social regional”, disse não poder “responder em concreto”.
“Ainda não há, sequer, o amadurecimento de qual pode ser candidatura quanto mais se haverá coligação ou não. Não tenho dúvidas de que terá havido já contactos. Haverá vontade de procurar encontrar uma coligação com o CDS-PP. Julgo que sim que poderá vir a a acontecer mas não quero antecipar-me a um processo negocial que tem que ser conduzido não é por mim. Devo respeitar os passos que quem de direito deverá dar nesse sentido. O que posso dizer, é que está manifestada pela própria comissão política concelhia, a vontade de poder existir uma coligação nessa eleição para a Câmara de Viana do Castelo. Isso é já conhecido e creio que o próprio presidente da comissão política concelhia já terá manifestado publicamente essa intenção”, sustentou.
Pedro Passos Coelho explicou que “há processos mais adiantados que outros”. Como exemplo dos processos mais avançados apontou o concelho de Arcos de Valdevez.
Referiu que a comissão política local decidiu, na sexta-feira, por unanimidade, propor a recandidatura de João Manuel Esteves” mas falta ainda concluir o processo formal até ser oficializada.
“Falta ouvir o plenário de militantes, formalizar essa proposta junto da comissão política distrital, que irá fazer a sua aprovação. Só depois disso é que a proposta será remetida para os órgãos nacional onde a comissão política nacional a validará”, explicou.
Em Viana do Castelo, referiu que houve eleições recentemente para comissão política concelhia e “é natural que esteja ainda numa fase de amadurecimento daquilo que vai ser a sua proposta”.
“Não quer dizer que não tenha havido trocas de impressões, quer a nível nacional quer a nível distrital mas é um processo que, digamos assim, está um bocadinho mais verde e que terá que amadurecer mas rapidamente também porque o limite até final do primeiro trimestre”, sublinhou.
Nas eleições autárquicas de Outubro Passos Coelho espera aumentar o número de Câmaras no distrito de Viana do Castelo.
“Temos condições para repor a representação que já tivemos há alguns anos atrás mas para regressar a um padrão mais consentâneo com o que é a preferência de muitos eleitores do Alto Minho. Se fizermos boas escolhas, que eu espero que possam ser feitas, se existirem mudanças de ciclo, se nos tivermos alguma felicidade na escolha que fizermos e fizermos num bom trabalho, creio que há condições para podermos ter um maior número de câmaras do que em 2013”, acrescentou.
“Estamos confiantes que o resultado de 2013 poderá ser bastante melhorado em 2017”,afirmou escusando-se a apontar os concelhos em concreto. No entanto, referiu que há “dois a três municípios” do distrito de Viana do Castelo onde “o PSD poderá jogar mais ao ataque”.
“Há concelhos onde se fecha um ciclo politico e se abre outro, como Ponte de Barca. Temos outros onde existe um certo desgaste da Câmara que está instalada e onde há oportunidade de ir ao encontro das expectativas das pessoas”, frisou.
Reconheceu que o ano de 2017 “não tem um contexto tão adverso para PSD como o de 2013, ano que se seguiu ao pico da crise que vivemos” e que teve reflexos nos resultados das últimas autárquicas.
























