Arcos de Valdevez acolhe em outubro 3º Ciclo de Cinema Galego-Português
30 Setembro 2021, 10:36
A terceira edição do Ciclo de Cinema Galego-Português decorre a 14, 15 e 16 de outubro, sempre das 21h30 às 23h30, no auditório da Casa das Artes de Arcos de Valdevez. Coorganizado pela Universidade do Minho, tem como tema “Mulheres, Património, Sociedade” e a presença dos realizadores Margarida Ledo e Alfonso Zarauza, entre outros
Vão ser apresentados uma curta-metragem e um filme com debate dos seus realizadores e alguns convidados, com a promoção do intercâmbio cultural entre a Galiza e Portugal com o tema “Mulheres, Património, Sociedade”. Esta edição vai abordar o papel das mulheres nas crises, o património como ferramenta de coesão social e o contexto da solidariedade à fraternidade.
O programa abre a 14 de outubro com breves declarações da vice-reitora Manuela Martins, da presidente do CCG, Rosario Álvarez, e do presidente do município arcuense, João Manuel Esteves, seguido da exibição das películas “Nación”, de Margarida Ledo, que retrata a vida inacabada de operárias da ex-fábrica de cerâmica Pontesa.
Bárbara Tavares apresenta “Mulheres em quarentena”, que são duas mulheres em Lisboa e Brasília, com os filhos em casa devido à covid-19. No final, as realizadoras vão juntar-se ao debate com o diretor da Rede Casas do Conhecimento da UMinho, José Gabriel Andrade, e a cineasta Sara Traba.
No dia 15 pode assistir-se a uma curta experimental “Ganas”, de Maria da Fonseca e Rafaela Gomes, alunas de Ciências da Comunicação da UMinho, e o documentário alto-minhoto “Das arquitecturas tradicionais”, de Carlos Eduardo Viana. Os três juntam-se depois à conversa com o arquiteto Fernando Cerqueira e as arqueólogas Rebeca Blanco-Rotea e Fernanda Magalhães.
À margem do programa, vai ser estreado o documentário “A festa do emigrante”, que Sara Traba dedica às aldeias de montanha arcuenses, chamadas “a terra do nevoeiro”.
No dia 16 é a vez do filme multipremiado “Ons”, de Alfonso Zarauza, com uma ilha galega como palco para um casal salvar a relação. “Lume na auga”, de Ana Lois, uma viagem interativa pela Idade do Ferro no santuário galego de Augas Santas, seguido de uma tertúlia com aqueles dois cineastas, a historiadora Alexandra Esteves e a linguista Noemí Basanta. A iniciativa decorre ao longo dos três dias, em paralelo, com a exposição “ONS SOA”, de Paula Ballesteros.
Recorde que a primeira edição do Ciclo de Cinema Galego-Português decorreu em Braga em 2018, centrada no cinema galego e de fronteira, a segunda edição teve lugar em Vigo em setembro de 2019, retratando a situação da mulher e a sua relação com uma sociedade normalizadora, por vezes também violenta.
A coordenação da Universidade do Minho através da Vice-Reitoria da Cultura e Sociedade, do Centro de Estudos Galegos (CEG), do Laboratório de Paisagens, Património e Território (Lab2PT) e do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS), ao Conselho da Cultura Galega (CCG), ao Município dos Arcos de Valdevez, ao Museo do Pobo Galego e à Comissão Temática de Promoção e Difusão da Língua Portuguesa dos Observadores Consultivos da CPLP.























